segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O drama do disco de vinil

                                 Disco de vinil surrado. Clec clec clec
                                        Outras utilidades

Ano passado publiquei aqui o artigo "Porque detesto disco de vinil, aquele porco redondo" contando o que me fez romper com esse tipo de mídia. Várias pessoas se manifestaram contra mim, a maioria equivocadamente.

Para começar publicaram mensagens anônimas ali nos Comentários o que me impediu de publicá-las. Muitos fizeram comparações entre a qualidade do som dos discos de vinil em relação ao CD tema que não foi incluído em meu artigo.

As questões que levantei são referentes a arranhões, estalos, complicações operacionais, aqueles incidentes que fazem o braço do toca discos correr sobre o disco e vrrrummmmm. Em emissoras de rádio foi um grande vilão, safado, derrubador de operadores, mas em momento algum comparei o som das chamadas bolachas com o do CD.

Mesmo porque acho que quando os primeiros compac discs saíram em formato AAD e ADD havia, sim, uma enorme diferença de som, principalmente a ausência de graves. Mas quando começaram a lançar em DDD tudo ficou igual. Pelo menos para mim que tenho ouvido de lince mas não absoluto, como, me parece, tem a maioria dos defensores dos discos de vinil. Peraí! Em alguns casos a superioridade do áudio do vinil é impressionante, como ouvi recentemente na casa de um grande amigo que pôs uns vinis de 180 gramas para tocar. Impressionante. Só uma ema surda não notaria a diferença.

Por isso grandes produtores só permitem que obras originalmente lançadas em vinil sejam transformadas em CD através de um processo de remixagem/remasterização extremamente bem feito. Quando a gravadora Atlantic lançou os primeiros CDs do Led Zeppelin, Jimmy Page ficou furioso, foi lá e embargou tudo. Os CDs foram recolhidos e ele mesmo, Page, fez uma nova edição específica que foi (e ainda é) um sucesso.

Quando escrevi que aprecio os colecionadores de vinil e fiz comparações com quem gosta de comprar leques para por na parede não estava debochando. Nos anos 1970 tive uma amiga, profissional de prazeres eróticos para todos os mamíferos, nível A, que adorava e sua casa tinha leques chineses, vietnamitas, paraguaios espalhados pela casa e eu achava o maior barato. Inclusive numa noite, sem que ela visse, retirei um (afegão), abri e cocei as costas com uma das pontas. Adorei.

Coleção de carros? Adoraria ter uma. Se fosse um trilhardário teria uma casa em Santa Mônica, Califórnia, maior terrenão gramado e ao fundo um mega galpão. De manhã ia tomar café lá fora e pedia para minhas assistentes tirarem da garagem um Porsche 917 ano 1971 (fora de série) ou 911, ano 1970, um Mustang 1965, vários Volvos, três ou quatro Karmann Ghias, Ferraris, Land Rovers só para ficar contemplando. No dia seguinte, uma nova leva já que, neste caso, eu teria uns 300 carros. Por que? Porque adoro carros.

Guitarras e contrabaixos? Dezenas. Minha coleção ficaria numa parede imensa, num lugar com equipamentos de museu para preservar as Gibson, Fender, Rickenbacker, Daneletro, num salão próximo a coleção de galos de briga, canários belga e roller, peixes Betta (de luta) e, lógico, cachorros, um oceano de cachorros. Sim, a casa seria a maior de Santa Monica.

Basicamente minha opinião continua a mesma: disco de vinil é uma bosta. Adoro o CD e dos formatos digitais WAV APE, FLAC que uso no computador e as novas gerações de MP3, utilizados pelas melhores webradios do mundo. Tudo, menos vinil.

Afinal, paca é paca. Trauma é trauma.