sábado, 4 de novembro de 2017

A maravilhosa incoerência dos leitores

Coerência demais é burrice. Viva a incoerência de baixos teores!


Leitoras e leitores entraram em contato com a Coluna pedindo que eu escreva textos mais longos. Outros pedem textos mais curtos, alegando falta de tempo, mas vamos combinar que deve ser a boa e velha preguiça. Mais à frente há que peça cenas de sexo, outros, poesias, outros, reflexões, outros, absurdos, outros...

Impossível entender cabeça de leitor. Ainda bem. Como a ansiedade que me esculacha (e a maioria da população mundial, segundo a OMS), a incoerência é um elemento que já vem instalado em nosso DNA. E eu acho ótimo. A incoerência. A ansiedade, não. Peraí, ansiedade sim, desde que em baixos e médias dosagens, eventualmente inverter a desordem natural das coisas. Carregar um jegue no lombo, por exemplo.

Recentemente decidi retomar uma diversão antiga: fotografia. Nos anos 1990 e 2000 perambulei pelo país com uma câmera amadora Olympus e cliquei mais de mil nuvens, trabalho que o amigo Romildo Guerrante continua fazendo, com muito talento. Minha ideia era reunir as melhores num livro, acatando a sugestão de uma amiga fotógrafa, mas para não variar perdi todas as fotos e negativos. Foi durante uma mudança de endereço, a mesma que devorou todos os meus CDs e livros e já foi até tema da Coluna.

Sou apaixonado por fotografia e a ideia é sair por aí com a minha câmera, uma pequena Sony DSC- WX100 que tento dominar. Minúscula, cheia de recursos, até demais. Até ativei minha conta no Instagram (agora é tentar saber como aquilo funciona) e comprei uma capinha rígida no Mercado Livre. Cenas urbanas me encantam e acho que minhas fotos vão por esse caminho. Ou não.

Quanto ao tamanho da Coluna peço que você, leitora/leitor, opine aqui nos Comentários: maior, menor, enfim, você decide já que a oca é sua.