segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Referências

Desde 1.500 vivemos momentos de crise nos serviços no Brasil. Isso atinge tanto as pessoas jurídicas como as físicas. Há tempos, uma senhora (leitora aqui da Coluna) perguntou qual é a minha TV por assinatura. Respondi. Ela emendou com uma segunda pergunta do tipo “você acha boa, recomentaria?”. Respondi, francamente, que não recomendo serviços a ninguém porque não confio.

Ela compreendeu mas ficou meio encafifada, por isso insisti para que não pensasse que eu estava de má vontade. Mais: sugeri (como sugiro aos leitores) que ela acessasse o site www.reclameaqui.com.br que concentra boa parte das reclamações sobre empresas de todos os gêneros, de smartphones a lambanças de prefeituras, passando por supermercados, farmácias, TVs por assinatura, internet. 

No ano passado, um vizinho perguntou qual é a minha internet em banda larga. Disse, mas também não recomendei porque está cada vez mais difícil darmos referências numa terra onde a qualidade dos serviços oscila como montanha russa. 

A coisa chegou num ponto que não recomendo, sequer, colegas para emprego porque o último que indiquei, recém-formado, que trabalhou como trainee numa empresa onde eu era sênior, e que eu julgava exemplar, foi para a companhia que indiquei e começou a faltar, chegar atrasado, vacilar no texto, sei lá o que deu no cara.

Esse caos nos serviços gerou uma situação incomoda, chata. Temos vontade de ajudar, indicar, mas depois corremos o risco de estarmos atrapalhando muito mais do que ajudando. Portanto, o negócio é ser franco e bater o pé: não indico de jeito nenhum.