terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Eleição não tem Procon

A diferença é que o Brasil foi descoberto e não conquistado. Há quem diga que foi por acaso e que Cristóvão Colombo já havia avistado nosso litoral antes, mas passou batido. Ninguém sabe por que (?).

Conquista é uma coisa, descoberta é outra. Em 1808, movida pelo cagaço amplo, geral e irrestrito, a Corte portuguesa fez as malas e, se borrando toda, veio parar no Rio de Janeiro fugindo de Napoleão Bonaparte.
Dom João VI, imperador, preferiu o calor inclemente do Rio e a fedentina da cidade onde cães, bosta e degradação se misturavam, a ter que enfrentar os franceses.

A História conta que um dos primeiros atos de D. João foi criar o Banco do Brasil, seis meses após a sua chegada, para uso pessoal. O Banco nasceu como cofre particular de onde arrancava milhões e milhões todos os meses. A bordo das naus que partiram de Lisboa, escoltadas por navios ingleses (ingleses que, como pagamento, levaram toneladas - literalmente - de ouro das Minas Gerais), a fina flor da escrotália da elite portuguesa veio desaguar no Brasil, criado como lupanar. Jamais como nação.

Um país descoberto por acaso, um imperador encagaçado que veio parar aqui nas coxas, uma rainha que se chamava de "Louca", enfim, o Brasil deu no que deu, ou não deu no que deveria ter dado, tem o DNA da lambança.

Em suma, em 2014, 514 anos após a chegada de Cabral e 206 após o desembarque do cagão D. João VI e sua Corte larápia, o povo brasileiro foi as urnas e reelegeu (re!) o governo que aí está. Se alguém conseguir achar, por exemplo, uma ambulância do Samu verá nela a cara da saúde pública: faróis quebrados, sem sirene, maçanetas amarradas com barbante. Vi uma assim e o funcionário no banco do carona batia com a mão na porta para abrir caminho porque a sirene estava pifada. A buzina também.

A honestidade, a educação, o transporte, a segurança, o emprego, a esperança, o sonho, foi tudo ralo abaixo. Só que eleição não tem Procon. A maioria elegeu todos os bandidos e, democraticamente, teremos que aturar até 2018, quando, infelizmente, os mesmos serão reeleitos porque compram votos em todas as camadas sociais. Há muito eleitor corrupto nesse país.

Ainda sobre 2018,  vai dar..................................... presidente (preencha você mesmo).

Na cabeça.