segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O sadio crespusculo da adolescência

No fim da tarde de ontem, segunda-feira, fui a formatura de minha sobrinha Catherine Beranger de Farias Mello no colégio La Place, em Piratininga, Niterói. Fomos meu irmão Fernando, a cunhada Milena e sua mãe Aida. Ela recebeu o diploma do ensino médio para começar o curso superior de cinema agora em 2018.

Foi tudo muito simples, bonito, afetuoso. O carinho com que o La Place trata seus alunos, como já me disseram na cidade muitas vezes, é real. A plateia de mães, pais e afins sentiu verdade, respeito, consideração por parte de professores coordenadores etc.

Cada um daqueles garotos e garotas tinha consciência que estava se despedindo da adolescência, uma fase de transição marcada pela dúvida, um certo desalento, uma quase miopia existencial e eventualmente muita ansiedade. Mas a contagiante alegria delas e deles acabou passando para nós, os chamados adultos que acham que sabem de tudo mas o fundo, sei lá.

Em determinado momento quando o orador da turma falou de sonhos e objetivos apesar do Brasil estar “vivendo essa corrupção toda”, disse que elas e eles não vão perder a esperança.

Foi nessa hora que, com um nó na garganta, lembrei do final de meu ensino médio, conhecido na época como científico. Saí para encarar o vestibular de medicina, levei bomba, fiz para comunicação (minha vocação maior) e passei em oitavo lugar graças ao excelente ensino médio que meus pais proporcionaram no Instituto Abel.

Eu vi aquelas meninas e meninos emanando o melhor de si, felizes por uma etapa cumprida e prestes, com seus 16, 17, 18, 19 anos, a embarcar na idade adulta, faculdade (ou não), emprego, estabilidade, voos mais altos.

Fundamental que elas e eles saibam (tenho certeza que essa turma sabe) que as piores ondas gigantes eles já surfaram. Todos os grandes autores escreveram que a adolescência e sua profusão de hormônios, mudanças físicas e psíquicas é a maior onda que o ser humano pode surfar. Capitu e Bentinho, do grande Machado, que o digam.

As meninas e meninos do La Place que conheci nessa segunda feira, estão prontos para partir para a vida. Certeza absoluta! Eu vi, eu senti.

Quanta energia, quanta alegria, que início de noite tive hoje. A todos, colégio, alunos, professores, coordenadores, muito obrigado. Muito obrigado por acreditar e ensinar que a vida pode ser sempre muito melhor.


Sempre.