quinta-feira, 29 de março de 2018

A Copa do Imundo


O Imundo está feliz porque a bola vai rolar. Bola rolando é o que importa para os mais de 200 milhões de imundenses que, aflitos, esticam o braço diante dos monitores de TV para receber as doses cavalares de ópio.

O Imundo está diante de sua Copa e vai escolher o presidente da República quatro meses depois. Em frente ao Imundo, uma planície de escrotos de todos os matizes que, com a boca cheia d’água, querem sentar no trono do Planalto para enriquecer mais e adquirir a tão sonhada imunidade.

Outros vão voar na jugular do dinheiro público e sentar nas centenas de poltronas do congresso para se dar bem. Dois carros, motoristas, gasolina a vontade, casa, comida, roupa lavada e muita grana no bolso, em geral fruto de muita armação. Não há inocentes naquelas duas calotas expostas no cerrado.  Só há cúmplices. Emocionados, os imundenses elegeram parasitas que antes militavam nas chamadas quatro linhas e vestiam a camisa amarelo canário. Um deles virou senador e, insaciável, quer virar governador, apesar das lambanças expostas pelos jornais.

O Imundo vive mais uma fase difícil de uma vida de fases difíceis propositais provocada pela corrupção dos mandantes e mandados. De novo faltam segurança, comida, educação, saúde, ética, coleguismo, solidariedade, decência. Sobram canalhice, falsidade e escrotidão no Imundo, há tempos governado informalmente por exércitos de ladravazes que sustentam até forças armadas informais que atendem por siglas como PCC, CV, ADA, etc.

O Imundo não quer saber. O que importa é que a bola vai rolar, pimba na gorduchinha. Os jogadores não vivem no Imundo, são milionários, faturam em euros, mas fingem que são seleção canarinho. O comandante do bando também já está rico e estrela comerciais caríssimos de bancos e entidades similares, também escroques. Ninguém sabe quanto custa manter a luxúria. Caixa preta, como as Olimpíadas.

O Imundo vai sentar em frente ao altar de LED daqui a dois meses e pouco para babar as camisas dos 22 espertos que já esqueceram o idioma porque não são babacas. Babacas como os mais de 200 milhões de imundenses que não param de procriar, botar filho pelo ladrão, exigindo mais hospitais, escolas, transporte público, num moto contínuo que a politicália adora porque rouba mais. Emprenhem emprenhem, emprenhem, os bandidos agradecem.

No Imundo não existem inocentes.

Só cúmplices.