quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Rio, uma cidade proscrita

A choradeira das empresas turísticas do Rio tem razão quando culpam a crise econômica pela baixíssima ocupação dos hotéis. Pelo menos 13 já fecharam e, por exemplo, o Copacabana Palace está com magros 38% de ocupação, de acordo com o Ancelmo Gois em sua coluna de hoje, no Globo.

Só que as imagens que são geradas do Rio hoje para o exterior envolvem matança, fuzis, guerra aberta, descontrole da segurança pública, tudo aliado a uma prefeitura nefasta que largou a cidade a baderna geral. Crivella está acabando com tudo: hospitais, escolas, organização mínima do trânsito, áreas que já foram cultuadas como o Boulevard Olímpico.

Não duvido que o setor turístico tenha sido devorado pela crise econômica, mas vejo que a guerra civil na cidade e no Estado do Rio é a principal vilã na baixa de visitantes. Afinal, quem iria passar férias em Damasco, na Síria, Iraque, Afeganistão, Paquistão, etc? Em se tratando de imagem, o Rio está no mesmo patamar já que todas as notícias de barbárie que são veiculadas em TVs daqui também são exibidas lá fora, como os ataques terroristas no Ceará, a batalha entre traficantes e milicianos no Rio, enfim, boa parte do Brasil está sob o jugo de grupos terroristas.

Mais do que da beleza, o turismo vive da segurança pública. O turista quer fotografar com segurança sem ter seu equipamento roubado, quer sair a noite sem ser depenado ou morto, quer ir e vir. O Rio se tornou inviável turisticamente falando.

A solução seria novos governantes de qualidade, mas parece que não é isso que o eleitor quer. Vide Romário, líder nas pesquisas para governador do RJ.