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Grupo Spin XXI vai abrir para o Yes no Rio

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Há quase 40 anos na estrada, o grupo de rock progressivo SPIN XXI vai fazer o show de abertura para o Yes, dia 25, no Vivo Rio. O SPIN começará a tocar as 20 horas e, com certeza, fará um show demolidor, emblemático. Já assisti ao Yes algumas vezes. Desde a virada 1968/69 o grupo inglês exibe uma rara musculatura e resistência, especialmente o baixista e atual band líder Chris Squire que, fisicamente, parece um alambique grávido mas musicalmente continua a desafiar a lógica subvertendo magicamente o contrabaixo. E ele só toca com Rickenbaker, o que mais expõe o baixista. O SPIN XXI não fica atrás. Ano passado assisti a um concertaço do grupo no Teatro Municipal de Niterói e vi Kakao Figueiredo arrebentar no vocal principal, Eraldo Correia (o Tony Banks brasileiro) mostrar um ousado fraseado nos teclados, Tattoo e sua lendária e Robertfrippiana guitarra, mais bateria e baixo super bem tocados. Um dos melhores shows que assisti naquele teatro. O SPIN XXI vai subir o palco do Vi...

Viva o frio!

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Sei que pertenço a minoria absoluta que adora o frio. Logo eu que nasci em pleno carnaval. O frio acalma, tranquiliza, torna as relações humanas mais simples, movimentos mais cordiais. No calor reina a barbárie, a pancadaria, o mau humor mas, sei lá porque, verão é chamado de "tempo bom" e o frio de "tempo ruim". Fato: os países mais frios são mais desenvolvidos, menos safados e mais humanos em contraste com terras quentes e tórridas. Hoje um vendaval anunciou a chegada do outono. Tardiamente. Se as cidades não estão preparadas para o seu próprio clima a culpa não é do outono. Leio no noticiário on line a palavra "caos" exibida em várias reportagens. Sim, caos de incompetência, molambalização total dos serviços do Estado. O frio, comprovadamente, bota ordem na casa. Mas já vejo no Facebook algumas pessoas reclamando. Serão elas as mesmas que fazem aquela barbárie chamada carnaval de blocos, quando a Zona Sul do Rio é destruída sob o reinado da birita...

Amigos

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Tempos atrás, vi na TV um comercial de uma montadora de automóveis que inseriu na trilha sonora uma versão bem suave de “With a Little Help From My Friends”, um clássico dos Beatles de 1967.  A canção veio ao mundo a bordo do lendário álbum “ Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” e rapidamente estourou em todo o planeta. Há quem não saiba, mas quem canta na versão original é Ringo Starr. A música ganhou diversas versões, sendo uma das mais brilhantes a que o gigacantor Joe Cocker mostrou no festival de Woodstock, em 1969. Certa vez, numa entrevista, Cocker atribuiu o sucesso de sua versão de “With a Little Help...” não à música em si, mas à necessidade que as pessoas têm dessa figura sagrada chamada amigo. A música cultua a "pequena ajuda dos amigos", capaz de nos erguer, nos fortalecer, enfim, Lennon & McCartney deixaram claro que "sem amigos não dá". No comercial de TV a imagem mostra diversas formigas trabalhando em uma árvore, simbolizando a união...

Caro Antonio Ernesto Martins

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Acabei de ler as 493 páginas de seu livro SACUDINDO O PÓ DA ESTRADA (editora KBR - www.kbrdigital.com.br ) com uma sensação de alívio. Devorei sua obra em 10 dias e fiquei surpreso com a intensidade existencial, cultural, e, sobretudo, com a sua coragem ao abrir todas as janelas de seu inconsciente para a visitação pública. Você (foto do meio), Jimmy Page (foto abaixo), a querida Eldo Pop FM, a amada Fluminense FM, o nosso eterno Circo Voador duelam com o lado B que navega no mundo dos devastados pela cocaína e, sobretudo, pelo desleixo afetivo que assolou, assola e, lamentavelmente, ainda vai assolar muita gente que, por bilhões de razões não se encaram no espelho. O que também me impressionou em seu relato, despejado num texto despreocupado com "eroditismos" e concentrado no linguajar informal, das praias, ruas, cinemas, teatros, bocas de fumo, foi a sua própria lucidez em admitir (em vários momentos) que já estava viciado mas não queria admitir, mas nem por i...

Tecnologia

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Antes de mais nada quero deixar claro que sou amante da tecnologia. O que pretendo é escrever sobre os excessos. Todos os anos a operadora de celular de onde sou cliente desde meados dos anos 90 libera uma quantidade de pontos que dão direito a troca por um aparelho novo. E, todos os anos, sem exceção, vou a loja trocar e fico totalmente perdido com os novos modelos que são apresentados. Mesmo de boa vontade, os vendedores dão explicações partindo do princípio que já conhecemos tudo. É natural que, meio constrangidos, acabemos não fazendo perguntas cruciais cujas respostas vamos tentar achar nos manuais. Que também são incompreensíveis. No caso dos celulares e computadores a velocidade da evolução é quase enlouquecedora. Em fins de abril do ano passado peguei um celular revolucionários e, no último sábado quando fui trocar meus pontos por um aparelho, saí com outro mais revolucionário ainda, cujos mistérios meu irmão, cunhada e sobrinha desvendaram para mim na noi...

Livros

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Neste sábado, dia 27, vou autografar uma nova fornada de meu livro A ONDA MALDITA - COMO NASCEU A RÁDIO FLUMINENSE FM, um relançamento da editora Nitpress. Será a partir das 10 horas da manhã no calçadão da Livraria Gutenberg, que fica na rua Moreira Cesar em Icaraí. A capa do livro é esta, em preto e branco, mas "A Onda" vem também com uma sobrecapa que também é mini-poster. Veja:                          Livros nos colocam numa posição muito parecida com a dos pais zelosos e, ao mesmo tempo, libertários. Queremos que eles ganhem o mundo, até outros planetas, mas com cuidado e atenção. Lembro de uma vez, anos 90, quando num papo de bar alguém disse "façam a mim mas não façam a  meus livros". Aquele comentário me pegou em cheio porque desde que comecei a publicar minhas obras, no início dos anos 1980, passei a sentir exatamente isso, esse posicionamento protecionista do façam a mim, não a eles. Como se os liv...

Fé

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Sozinho, sentado numa pedra, junto ao mar, numa noite de sábado contemplo a Baía de Guanabara e seus abismos misteriosos cobertos pelo manto do orvalho, da água, dos enigmas. Preferi não ir ao cinema, a um show e sair com os amigos. Necessidade de contemplação. Perto de mim, um pequeno grupo pesca. Caniço e molinete. Falam de Deus, de fé. Um deles se diz ateu, o outro agnóstico, o terceiro fica calado cortando iscas e amarrando anzóis enquanto o quarto tenta remover as convicções dos dois primeiros. Senti vontade de chegar para esse último e dizer "rapá, ter fé em Deus é um sentimento que está acima da lógica, da razão, da complexidade imbecil das atrocidades terrenas. Não ter fé em Deus é um direito, por mais que esse movimento nos deixe incomodados. Rapá, deixa pra lá". Não fosse a fé em Deus, que acalma meu sono até quando bate o desespero (atire o primeiro Valium quem nunca foi atropelado pela sensação de desespero no meio da noite/dia) não estaria escrevendo. P...