quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O nosso negócio é fazer bem as pessoas


Depois de meses de preparação, a RÁDIO AONDA começa hoje a captar anunciantes.

O que é a RÁDIO AONDA, online em www.radioaonda.com.br ?

É a realização de um sonho de muitos e muitos anos que que graças a Marcelo Oliveira, Marcelo Siqueira e Cristiano Reis, do Social Rock Club, caiu na real.

A RÁDIO AONDA não é uma rádio de rock.

Posso falar?

Posso mesmo?

A RÁDIO AONDA é a MELHOR RÁDIO DE ROCK que conheço.

Objetivamente falando, a rádio tem a melhor locução, tranquila, serena, sóbria, uma programação musical de rock, blues rock, e folk rock rara, com músicos de amanhã, hoje, momentos raros de consagrados.

A RÁDIO AONDA recebe dezenas de músicas autorais de novos brasileiros ou daqueles que não são novos mas são bons e estavam a margem do sistema porque o sistema é o sistema.

Quando a rádio estreou (há apenas 40 dias) foi como se tivesse ensaiado anos e não apenas 15 dias. Tudo deu e dá certo, tudo funcionando 100 por cento porque...posso falar de novo? Porque somos profissionais.

Uma vez me disseram que “o único Amador que deu certo foi o Amador Aguiar, que fundou o Bradesco”. Perfeito! Gostei dessa e de vez em quando uso.

A RÁDIO AONDA tem os melhores ouvintes.
A RÁDIO AONDA tem os melhores profissionais.
A RÁDIO AONDA usa a melhor tecnologia de produção e transmissão.
A RÁDIO AONDA tem um gigantesco acervo musical digitalizado com alta qualidade.

Finalizando,

A RÁDIO AONDA tem um desejo: fazer bem as pessoas.

Não, não somos voluntários, nem ONG, nós vamos viver disso, mas qual o problema de querer fazer bem as pessoas e ao mesmo tempo ser bem sucedidos?

A música faz bem as pessoas, a boa informação faz bem as pessoas, a sinceridade, honestidade, idealismo, isso tudo faz bem as pessoas.

Nós somos assim.

A RÁDIO AONDA é a nossa extensão.

A RÁDIO AONDA acredita em Rádio, um potente meio de comunicação que a partir do ano 2000 invadiu a internet e transformou o celular em radinho de pilha.

A RÁDIO AONDA começa hoje a ser comercializada, sob o profissionalismo e dignidade do Marcelo Oliveira. Estamos certos que muita gente vai querer associar sua imagem a um projeto como o nosso.

Sabemos que estamos no começo, por isso nossos preços são muito em conta. Muito! Para a RÁDIO AONDA o melhor caminho é ser viável.

Conheça melhor o que temos a oferecer clicando aqui: https://bit.ly/2HwurdM

RÁDIO AONDA, Cidadã da Terra.




sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Ouça, curta, divulgue a super nova RÁDIO A ONDA, Cidadã do Mundo



São quase 2 mil e 500 músicas, cerca de 500 artistas. A RÁDIO AONDA mostra o melhor do rock, folk, blues e afins.

Nomes novos, do Brasil e de fora, clássicos e, acima de tudo, respeito ao ouvinte e a música.

Rádio AONDA, é rádio, com jornalismo, locução, pulso, emoção, 24 horas por dia.

Conheça, divulgue. Acesse agora www.radioaonda.com.br


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Ecos da guerra fria

            "O imbecil e seu dinheiro tem sorte suficiente para ficar juntos em primeiro lugar". Gordon
          Gekko, personagem do flme ícone dos yuppies "Wall Street".       

O maior problema da guerra fria não é ser guerra. É ser fria.

Há exatos 50 anos, no dia 15 de agosto de 1969, começava o festival de Woodstock, que até o dia 18 reuniu cerca de meio milhões de pessoas para ouvir o bom rock e celebrar a paz.

Desde os anos 1940, Estados Unidos e União Soviética fomentavam a guerra fria, que teve o Vietnã como um dos chamados “atores”. Guerra fria é silenciosa, muda, não declarada, sorrisos de penumbra, insinuações, trejeitos, uma usina de códigos que o oponente precisa decifrar para achar que entendeu as mensagens.

Woodstock foi um manifesto contra as guerras, todas as guerras. A fria, inclusive. Um breve desabafo que durou três dias. No quarto dia, a maioria dos que nadaram nus, transaram a céu aberto, fumaram maconha, tomaram LSD e cantaram a liberdade, pegou carona de volta para chocar o ovo da serpente.

Os hippies de Woodstock criaram, pariram e alimentaram os yuppies, que no lugar de batas e miçangas exibiam BMWs; cabelo rente, corte de 100 dólares, terninho, muita cocaína, dança, vazio existencial.

Apelidaram os hippies de fools (imbecis), mas foram filhos deles. Alternância social, coisa da vida. Hippies eram inconscientemente predadores fracassados que arranjaram o discurso de paz e amor como alternativa de sobrevivência social. Melhor ser hippie do que um merda.

Paz a amor universais não existem no manual de funcionamento do Homem, onde guerras (fria, inclusive) são fartas.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Ganância, esperteza, fiasco. Festival que celebraria 50 anos de Woodstock é cancelado

Revista Exame online

O festival que celebraria, nos EUA, o 50º aniversário de Woodstock foi cancelado, anunciou um dos organizadores do evento, após uma série de problemas de produção.

“Lamentamos que uma série de contratempos tenham tornado impossível organizar o festival que imaginamos”, disse em um comunicado o produtor Michael Lang, cofundador do primeiro Woodstock.

Em 25 de julho, os organizadores haviam anunciado que o show seria realizado em Columbia, Maryland, depois de ter sido negada em repetidas ocasiões a autorização para fazê-lo em Vernon, no norte do estado de Nova York.

O primeiro lugar escolhido tinha sido Watkins Glen, no estado de Nova York, a 230 km do local original, situado em Bethel, no extremo sudoeste do estado. Mas não tinha o tamanho suficiente para a ambição dos organizadores, que anunciaram 150 mil espectadores.

No excelente artigo “O enterro de Woodstock” publicado no Globo deste domingo, a jornalista Harazim escreveu:

(...)“O projeto de agora acabou inviabilizado por brigas com investidores, pela dificuldade de obter um local — a versão de última hora do evento marcado para 16 de agosto ficaria espremida num anfiteatro com capacidade para míseras 30 mil pessoas —, pela desistência de nomes de peso como Miley Cyrus e Jay-Z, e pelo o cipoal de exigências contratuais da indústria do entretenimento.

Sinal dos novos tempos: como os artistas contratados já haviam recebido seus cachês (vários bem acima de US$ 1 milhão), os organizadores sugerem que doem pelo menos 10% do embolsado a alguma causa social. De preferência para a ONG HeadCount, que ajuda residentes nos Estados Unidos a obter um registro eleitoral e votar em 2020. Ou seja, nada a ver com a alegria sem selfies de outra era. Melhor não tentar ressuscitar o que é único. (...)

Não conseguiram obter a autorização para realizar o show neste antigo circuito de Fórmula 1, cujos proprietários finalmente exigiram o cancelamento do contrato.

Além da longa incerteza pelo local, houve dificuldades de financiamento. O principal sócio financeiro do projeto, Amplifi Live, retirou-se levando os 18 milhões de dólares que havia investido.

A empresa de produção contratada, Superfly, também se afastou, questionando a viabilidade do projeto. Também havia incerteza sobre a participação dos artistas anunciados no início do ano, incluindo Jay-Z, Miley Cyrus e Santana.

O evento estava programado para 16 a 18 de agosto.

sábado, 3 de agosto de 2019

Eu e A Brisa - Johnny Alf

Se a juventude que essa brisa canta
Ficasse aqui comigo mais um pouco
Eu poderia esquecer a dor
De ser tão só
Pra ser um sonho

E aí, então, quem sabe alguém chegasse
Buscando um sonho em forma de desejo
Felicidade então pra nós seria

E depois que a tarde nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse eu não resistiria
E a madrugada acalentaria a nossa paz

Fica, brisa, fica, pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim queira ficar...

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A busca do consenso médico Alvaro Acioli *


Não vivemos uma época de comportamento clássico. Muito ao contrário: os valores, a cada instante, estão sendo contestados ou transformados, numa mutação que origina uma soma incalculável de informações, na qual todos sofrem a sobrecarga do impacto com o novo e o inusitado.

Estamos vivendo, indiscutivelmente, num ambiente totalmente inesperado. O homem continua criando novas possibilidades de viver, sem desenvolver outras maneiras de pensar.

O simples está ficando cada vez mais complexo. As pessoas e as ideias estão envelhecendo numa velocidade inquietante.

Nesse momento histórico, o exercício da medicina também está enfrentando delicados problemas, conceituais e éticos, causados pelas novas tecnologias que diariamente são descobertas.

Os instrumentos e recursos usados na prática médica entram em obsolescência rapidamente. E isso faz com que as redefinições e reorientações tenham de ocorrer numa grande rapidez.
A atualização e a educação continuadas transformaram-se, como nunca aconteceu anteriormente, em necessidades fundamentais.

Por outro lado, a circulação virtual do noticiário científico surpreende agora o médico com uma soma avassaladora de pesquisas e descobertas. Essa fartura, paradoxalmente, está dificultando o exercício profissional.

Falta tempo hábil aos médicos para a avaliação crítica da grande massa de informações que recebem. Eles acabam obrigados a acompanhar somente os avanços relacionados ao seu campo de especialização. Como consequência, decisões que eram antes assumidas com tranquilidade, sem angústia, tornaram-se difíceis e penosas.

Por outro lado, a divulgação abusiva de pesquisas científicas (muitas delas em fase inicial) que os leigos não podem avaliar corretamente, aumenta a desinformação social. E, pior ainda, coloca o médico na obrigação de oferecer, a todo momento, respostas atualizadas, em todos os campos da medicina, mesmo aqueles situados fora de sua área específica de atuação.

Um volume extraordinário de pesquisas se converte em novos produtos que são produzidos quase simultaneamente. Mas a verificação das consequências dessas pesquisas viabilizadas não se faz com a mesma rapidez. Isso na realidade objetiva acaba aumentando o risco da prática médica.

Um notável esforço visando promover o aperfeiçoamento profissional e a complementação acadêmica, de todos os médicos, está sendo realizado pelas entidades de classe, as sociedades e organismos especializados, as Universidades e a imprensa especializada.

Mas a melhoria do consenso médico, indispensável para um exercício profissional mais seguro e competente, exige agora o engajamento apaixonado de todos os praticantes e cultores da ciência médica.

*Alvaro Acioli - mini currículo.

. Acadêmico Emérito da Academia de Medicina do Estado do Rio, ACAMED.
. Graduação em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (1957).
. Especialização em Psiquiatria pela Associação Médica Brasileiro (1970).
. Livre-Docente em Psiquiatria Clínica e Social pela Universidade Federal Fluminense (1975).
. Professor Titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Teresópolis.
. Professor de Neuropsiquiatria Infantil da UFF, de 1972 a 1996.
. Professor Convidado da Pós-Graduação da Faculdade de Medicina do Porto/Portugal.
. Membro Titular do Comitê Brasileiro para prevenção e Tratamento da Depressão (1987-1997).
. Cem monografias e trabalhos publicados, em revistas nacionais e internacionais.

terça-feira, 30 de julho de 2019

O início, o fim e o meio

                                                                    Vista aérea
                                                                 O outro lado
                                                                  Sequência

A primeira vez que vi essa imagem era muito pequeno.

Foi uma aparição para mim, uma coisa sobrenatural. As nuvens começaram a se dissipar de cima para baixo, descortinando a montanha devagar.

O espetáculo começou pela ponta.

E poucas horas depois, a montanha monumental podia ser vista, toda ela, o dedo indicador e o restante d mão.

Wikipédia informa que o Dedo de Deus é um pico com 1.692 metros de altitude e foi conquistado em 9 de abril de 1912 pelos montanhistas José Guimarães Teixeira, Raul Carneiro e os irmãos Américo, Alexandre e Acácio de Oliveira, todos de Teresópolis.

Desde a primeira aparição o Dedo de Deus não mais saiu de minha vida. Nos anos 1970, meus pais escolheram Teresópolis como segunda cidade e eu e meu irmão passamos muitas férias de verão por lá na adolescência.

Sempre ia ao Alto do Soberbo e ficava um bom tempo contemplando o Dedo de Deus, pedindo bençãos ao Senhor, para a família, para os amigos, para o mundo, para mim. Aquele pico tem uma energia muito forte, muito.

Teresópolis foi uma cidade adorável, linda, a vida noturna para a garotada era intensa, com dança, shows, praças cheias até alta madrugada de garotas e garotos tocando violão, dando gargalhadas. Havia o Higino, havia a Bowling, Iucas, Ingá, Caxangá.

Durante o dia, banhos de cachoeira na Cascata dos Amores, ou na piscina natural do Parque Nacional. Havia também cavalos para alugar, minigolfe, uns três cinemas bons, fliperama, kart, circo. O tempo voava em Teresópolis.

Nos anos 1980 a cidade foi entregue a mediocridade/vulgaridade administrativa.  Desprezível, ignóbil. Muitos prefeitos incultos, reacionários, imbecis, ladrões, sucatearam a cidade, incentivaram e venderam a cidade para a especulação imobiliária (levaram muito dinheiro) que dizimou matas e rios. Na mesma linha criminosa, liberaram geral e incentivaram a favelização geral,  absurda. Todos os morros (eram chamados de mirantes, no passado) hoje são comunidades dominadas por traficantes, etc etc etc.

Com a devastação, a temperatura da cidade subiu e hoje quem pode tem ar condicionado em casa. O nevoeiro comum nos fins de tarde desapareceu. Os bandoleiros que tomaram a cidade acabaram com a diversão, os cinemas fecharam, não há boates, não há cavalos para alugar, não há mini golf, não há nada para fazer. O único “evento” é o toque de recolher que o tráfico/milícias impõem.

A cidade envelheceu, apodrecieu e hoje é uma treva. A Cascata dos Amores, que virou um rio de cocô, hoje é ponto de encontro de funkeiros com sons nas alturas atormentando a vizinhança. Vizinhança? Que vizinhança? Quem tinha casas por ali vendeu, ou tenta vender.

O Dedo de Deus? Ainda está lá. Mas contemplá-lo exige muito cuidado porque até o Alto do Soberbo virou ponto de arrastões.



1550

                                       "Marabá", óleo de Antonio Parreiras
O jesuíta olhou para a minha cara com aquele semblante de verme, mandou que me jogassem nu sobre um tronco de pau brasil e me capassem. Acusado de poligamia, outono de 1550, o jesuíta decretou monogamia, “entendeu, índio pervertido?” ele berrou no centro da clareira, onde colonos e degredados eram pagos para rir e matar, naquele sul de Bahia e o primeiro passo para o fim.
“essas vergonhas de fora, penduradas...eu vi você em cópula com aquela moçoila que agora sangra e ri, à sombra daquela árvore; vi depois tu pegar a mãe dela e depois a irmã dela e depois...para! para! Para! Índio degenerado... a sua felicidade vai acabar me matando!”.

O jesuíta olhou para a minha cara com aquele semblante de verme e mandou que eu morresse. O sangue quente jorrava entre minhas pernas abertas sobre o tronco de pau brasil onde me caparam. Consegui ouvir os gemidos que o vento trazia da floresta; o choro das minhas viúvas; minhas filhas; minhas amantes. Gemiam a dor da partida, o fim da partilha sobre o tronco de pau brasil.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Afinal, o que é o filme “Aumenta que é Rock and Roll”, baseado no livro “A Onda Maldita”?


Diretor Tomás Portella vai exibir, no Lapa Café, um teaser de 15 minutos com cenas do filme.


                      Tomás Portella (a frente) e o elenco de "Aumenta que é Rock and Roll"                                                                             

Filmagem no Parque da Cidade - Niterói, RJ
Johnny Massaro interpreta "Luiz Antonio" e Marina Provenzzano
  a locutora "Alice"
Marcelo Oliveira, Marcelo Siqueira (ao meu lado), Cristiano Reis
(primeiro a esquerda) e um grupo de associados do Social Rock Club. Demais!


Nesta quarta-feira (depois de amanhã) as 19 horas, no Lapa Café (https://bit.ly/2Sx89gd) o cineasta Tomás Portella e eu estaremos batendo um papo sobre o filme “Aumenta que é Rock and Roll”, uma ficção de L.G. Bayão baseada em meu livro “A Onda Maldita – como nasceu a Fluminense FM (https://amzn.to/2JIG7LS).

O encontro é mais uma produção ação do Social Rock Club e da RÁDIO A ONDA – rock autêntico, www.radioaonda.com.br , e segundo o diretor Marcelo Oliveira “a proposta do SRC é debater, conversar, ouvir, ver o rock em todas as suas texturas e nuances. Esse filme vai ser um enorme sucesso e as pessoas estão ávidas por detalhes porque ele envolve a Maldita a rádio mais emblemática que tivemos”.

Para mim será uma ótima oportunidade para esclarecer que a história é uma ficção, uma bela e bem humorada invenção do escritor e roteirista L.G. Bayão, com base no meu livro. Aliás, sobre isso ele escreveu esse artigo no site da Rádio a Onda: https://bit.ly/2Y6HqIt

Tomás Portella mostrou mais uma vez porque é um dos mais brilhantes diretores de sua geração. O ritmo, a fotografia, a pegada do filme são totalmente novos. O filme é ágil, ansioso, criativo, maldito

No Lapa Café, o Tomás vai contar como foi misturar o livro, o roteiro do Bayão e transformar tudo isso, toda essa energia, num longa metragem.

Ele vai exibir um teaser de 15 minutos com cenas do filme.

Enfim, a noite vai ser boa!

P.S. – O Social Rock Club, a cada evento, cada workshop, documentário que produz, mostra a importância de um verdadeiro clube de rock. O SRC reúne pessoas que, em comum, tem o rock como paixão e muitas ideias, propostas, sugestões para

Os clubes são um importante pilar da democracia. A partir deles a sociedade civil desenha as suas entidades. Por isso sou fã do SCR que, entre outras coisas, viabilizou a nossa RÁDIO A ONDA. Para conhecer e se tornar sócio (vale muito à pena!) basta acessar https://bit.ly/2M5hR8s



domingo, 21 de julho de 2019

Canto III (trecho) Álvares de Azevedo

Eu amo a lua pálida, alta noite,
Quando tudo é silêncio —e desgarrado
Vago dos campos na mudez, sozinho,
Ao lânguido palor das luzes dela;
Sentindo o peito se enlevar sorvendo
Os hálitos da aragem que me envolve
Como braços de virgem: — Amo a lua...
Alvíssima passando entre o silêncio
Na fulgência do céu límpido e claro
Semeado d’ estrelas!

quarta-feira, 10 de julho de 2019

A Rádio MEC é fundamental


O presidente Jair Bolsonaro decidiu tirar a Rádio MEC AM do ar. Dura até o mês que vem.

Dois ângulos dessa decisão: em se tratando de mercado, AM acabou. O sistema Globo de Rádio, por exemplo, devolveu todas as concessões de emissoras AM ao governo e, literalmente, demoliu as torres de transmissão.
Mas a MEC não é rádio de mercado. É rádio de educação. E as ondas médias (AM) são de longo alcance, chegam em áreas onde as FMs nem sonham. E nessas regiões há milhões de brasileiros que precisam de uma rádio de qualidade.

Por exemplo, uma FM com 10 kilowatts de potência pode chegar a 150 quilômetros em linha reta, mas o sinal cai onde há serras, montanhas morros. Uma AM de 50 kilowatts pode passar de 400 quilômetros, ondas muito mais altas. O som é aquela caixa de sapato que conhecemos.

Custam, em energia elétrica, manutenção, etc, mais do dobro de uma FM. Mas uma rádio do governo com o perfil da MEC não pode ver nisso despesa e sim investimento, contrapartida de nossos impostos. Um mês de MEC AM certamente deve custar menos do que 15 dias de mordomias, carros oficiais, jantares, viagens, para os três poderes da Corte.

Em sua coluna no Globo de hoje, Ancelmo Gois informa que a pianista Clara Sverner (82 anos), um ícone, tem reunido a nata da música clássica para debater a Rádio MEC e sugerem a criação de uma segunda FM. A primeira para música clássica, a segunda para a brasileira.

Acho ótimo.

Mas creio que a prioridade é salvar a FM que restou, antes que acabem com tudo e depois retomar o perfil de música clássica da MEC FM. 24 horas de música clássica, só música clássica.

Bom lembrar que em muitos países da Escandinávia acabaram as transmissões de rádio “pelo ar”. Só internet, através de wifi. Por aqui, transmissões pelo ar devem durar até 2025.

No máximo.


O nosso negócio é fazer bem as pessoas

Depois de meses de preparação, a RÁDIO AONDA começa hoje a captar anunciantes. O que é a RÁDIO AONDA, online em  www.radioaonda.com...