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Calendário

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Texto restaurado e reeditado Tempos atrás, li uma crônica do colega Joaquim Ferreira dos Santos falando das mudanças do inverno e da complicação que elas, segundo ele, estão levando para os cronistas atuais. Digo, bons cronistas atuais que, por sinal, são poucos. O que lemos muito é baixa ajuda e similares, o que não vem ao caso. Há quem goste de tomar sorvete assistindo o Dr. Drauzio Varella no Fantástico dizendo que sorvete dá sapinho e que carambola, como o carcará, pega, mata e come. A minha questão aqui na Coluna do LAM também tem a ver com o calendário. Meu amigo Alvaro Luiz Fernandes avisou, logo que a Coluna inaugurou, que ao escrever todos os dias eu estava pesando a mão. A alegação dele é que as pessoas não tem tempo para ler tudo o que aparece. Tem razão. Por isso, optei por postar de segunda a domingo, direto. Domingo ainda não engoli, mas as estatísticas da empresa que hospedava a Coluna estatística insistia em informar que há bastante leitores domingo. Ma...

Adeus, política formal!

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Anuncio publicamente que abandonei a política partidária formal. Há três anos, comuniquei a meu saudoso amigo João Sampaio, cujos dois anos de morte serão lembrados no dia 13 de agosto, que estava saindo da militância partidária. João, um irmão, um líder, um orientador a quem devo muito, me disse “siga em frente, vá na onda da sua intuição”. Fui. Fui, sim. Para mim a militância formal perdeu muito mais o sentido quando meu amigo João Sampaio partiu.  Além disso, estava me atrapalhando no plano pessoal. Comecei a militar formalmente em 1978, mas informalmente transpiro política desde o dia em que nasci. E vou continuar transpirando. Vivi grandes momentos como militante formal, conheci pessoas maravilhosas como, por exemplo, Darcy Ribeiro e com o passar do tempo, das brigas naturais, dos bate-bocas quentes, viscerais, que muitas vezes quase acabaram em pancadaria minha paixão pela política foi ganhado mais espaço. Mas, a militância partidária não fazia mais sentido. ...

Um papo sobre meu romance "5 e 15"

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No blog www.5e15lam.blogspot.com estou publicando a nova versão de meu primeiro romance, "5 e 15". A ideia é do amigo e editor Luiz Augusto Erthal, da Nitpress. Compartilhar com os leitores (e co-autores) o texto que estou reescrevendo, fazendo uma versão definitiva deste livro. Dos 22 capítulos que reescrevo, publicarei 18 no blog. Um capítulo a cada terça-feira. Depois, o livro ganhará uma nova edição em papel. Por isso, convido: acesse, leia, opine, compartilhe: www.5e15lam.blogspot.com . Aqui, uma entrevista que concedi ao portal Whiplash em 2006, quando lancei a primeira edição. – Por que o livro se chama 5 e 15? Luiz Antonio Mello – Quando assisti ao filme “Cidade dos Anjos” e vi a personagem da Meg Ryan fazendo cirurgias ao som de Jimi Hendrix , percebi que só os reacionários acham que Rock, Blues, música atonal são “coisas de maluco”. Há alguns anos fiz uma pequena cirurgia e o anestesista perguntou se podia ligar um som no centro cirúrgico e pôs Pink ...

A chuva, o frio, a cidade

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Texto restaurado e reeditado Chuva. Que saudade de você. Quando amanheceu o dia senti suas gotas roçarem em minha janela, a brisa fria, a temperatura despencando de 30 para 20 graus. Chuva. Saí para ir até a padaria na esquina e vi um passarinho bebendo água numa pequena poça d´água. Como me faz bem este cenário. Chuva, quase frio, calma que parece reinar na cidade. Como um filme de Cacá Diegues em câmera lenta. Minha relação com o verão anda meio caótica nos últimos anos. Muito em função do excesso de carros, das praias superlotadas, da euforia coletiva, de uma certa baderna generalizada e, é lógico, o calor quase hediondo. Mas, verão é verão e estamos no inverno, que começou timidamente, como uma espécie de veranico com suas labaredas. Passei da padaria e decidi fazer uma caminhada pelo bairro, apesar de não gostar muito de andar de guarda chuva. A cidade parecia estar deitada numa cama de espuma, repousando. Carros, ônibus, ciclistas, pessoas nas calçadas, os bares re...

QUEM MANIPULA A BANDIDAGEM MASCARADA INFILTRADA NAS MANIFESTAÇÕES DEMOCRÁTICAS? FOTOS DE ONTEM:

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Nas mãos de Deus - dedicado ao grande Michael Hedges (1953-1997) , Téo Elias e Josué Rodrigues

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Texto restaurado e reximado Tempos atrás, estava andando por uma calçada não muito perto de casa quando, na minha frente, a poucos metros, uma mulher pisou em falso e caiu. Ela estava de mão dada com uma criança de, no máximo, quatro anos. As pessoas que estavam por perto, quase que em coro, gritaram “meu Deus!”. Corremos para ajudar. A criança chorou um pouco, um pequeno arranhão no cotovelo, nada demais. A mãe estava muito nervosa. Muito. Achava que a filha poderia ter se machucado, que o temperamento da menina era fechado. Nada aconteceu. A pequena multidão se desfez. O marido da mulher chegou e a levou para dentro de uma farmácia. Antes, agradeceu a todos nós pela ajuda. E de novo, praticamente em coro, ouvi “vá com Deus”. O Senhor está em minha vida até nos atos-reflexos. Sei que muitos, mas muitos leitores desta coluna não acreditam em Deus e não quero, de forma alguma, que pensem que estou tentando forçar uma barra. É que me deu vontade de escrever. Só isso. ...

Eu não conheço o Babalu!

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Texto restaurado e remixado Não conheço nenhum Babalu, apesar de um colega, que encontrei no catamarã, ter insistido em me mandar um “abraço do Babalu”. Sabe aquele sono eventual que bate depois do almoço, você entra num catamarã social vazio e fica ao sabor da brisa? Foi o que planejei naquela tarde. Corta! Encontrei o conhecido na chamada “fila do gado”, aquela que o povão forma para entrar na embarcação. Como ele não lê esse blog, posso afirmar do fundo do coração: o cara é chato pra cacete. Mas, fazer o que? Ele se aproximou, colou em mim e sentou a meu lado. E tome a falar do tal Babalu que, segundo ele, é meu amigo de infância. Mentira porque passei minha infância (três a nove anos) em Angra dos Reis e, de lá, todos os meus amigos se espalharam pelo mundo. Mas eu não estava a fim de discutir, apesar de ser rigoroso com esse papo de “fulano é seu amigo”.  Não é assim.  Muitas vezes já me perguntaram “você conhece Fulano?”, e respondi, com elegância, “não,...