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Levante contra a nova Reforma Ortográfica

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                                   O “à toa” é uma bizarra figura que, na falta do que fazer (daí a classificação de à toa), decide inventar maneiras de ganhar dinheiro no lombo de supostos otários. Pois, pois, como se diz na Terrinha, estamos sob ameaça de mais uma reforma ortográfica. Na verdade, a meu ver, uma manobra para que sejam gerados bilhões e bilhões de reais em novos livros, programas de computador, aulas particulares, enfim, as possibilidades de dar rasteiras são infinitas. A desculpa é de que a nova reforma seria conseqüência de um acordo que unifica o idioma português em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Pois saibam minhas senhoras, senhores, moças, rapazes, crianças, iguanas, emas e similares: eu não vou seguir reforma ortográfica nenhuma. Ao contrário: tempos atrás andei organizando um levante no Facebo...

O dia em que Eddie Van Halen perambulou pela tarde de Copacabana, bebendo cachaça e dando risadas

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Quando trabalhava em rádio os “camburões existenciais” viviam me dando geral. “Isso é velho”, “isso é decadente”, “isso está out”, mas a visão de Cultura está muito em cima do SER e não do TER e não tem nada a ver com ontem, amanhã, hoje. O que é bom é bom. Assim como tenho o direito de achar o Wolfmother sensacional, continuar ouvindo compulsivamente Hendrix, Zeppelin e adorando o Who, não significa que estou limado. Não quero saber da capa de Caras, ou da Quem, meu negócio é Rock Press, Rock Brigade, Whiplash, entendeu? E Albert Camus, alguma coisa de Sartre, muitos beats e política maiúscula. Vivo muitas experiências com a tropa de elite do Rock. Afinal não estou sendo jornalista. Sou jornalista há quatro décadas. Eddie Van Halen conheci no Rio. A rádio Fluminense FM foi a promotora do show da banda no Maracanazinho (1983), ficou tudo acertado, mas na hora H o mexicano, molambeiro e safado do Alex Valdez, ex-cafetão do Van Halen, tentou nos dar uma rasteira. Não conseguiu por...

Nesta segunda-feira, 11 de agosto: Câmara de Niterói abre exposição com acervo do fotógrafo Carlos Ruas - por Vinícius Martins

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Os agitos dos salões elegantes, os grandes eventos políticos, locais históricos e pitorescos de uma Niterói que deixa saudades até hoje. A moda, as novidades, as pessoas que marcaram as décadas de 50, 60 e 70. Tudo isso poderá ser conferido na  exposição “Carlos Ruas:  fotos & acervo” , que estará aberta à visitação pública entre 11 e 30 de agosto, das 11 às 18 horas, no saguão da Câmara de Vereadores. A mostra de fotografias tiradas pelo jornalista Carlos será aberta durante as comemorações pelos 195 anos do Legislativo niteroiense e marcando os 60 anos de jornalismo do autor. _ Era uma época do filme de rolo, da película que tinha que ser revelada no escuro do laboratório. Sabia de uma festa, de um grande acontecimento e ia pra lá. Tirava as fotos e depois vendia para jornais ou aos próprios fotografados. Fui o primeiro em Niterói a fotografar a cidade e vender os cartões postais para as Lojas Americanas, que revendiam ao público. Trabalhava muito, mas tam...

Negócios da China

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A História conta que dos séculos 16 a 18 um navio ia da Índia para a China em um ano e meio (ida e volta). Como era uma viagem muito perigosa, se num grupo de três naus duas afundassem, ainda assim o negócio dava lucro. Mas, os portugueses da Índia descobriram que podiam fazer viagens muito mais curtas e com lucros muitíssimo maiores. Daí a expressão “Negócios da China”. Atualmente afirmo com muita tranquilidade que qualquer negócio da China, ou com a China, é a maior roubada para qualquer pessoa ou país em qualquer ponto do planeta. A China pratica um regime escravocrata de trabalho, utilizando mão de obra totalmente desqualificada, tecnologia pirateada e retrógrada, enfim, é um esgoto a céu aberto de aberrações éticas. O problema é que, sempre pensando em se dar bem, muitos brasileiros compram produtos chineses que, por serem extremamente vagabundos, custam muito menos. Eu mesmo estou sendo vítima dessa lambança. Tempos atrás fui comprar num site de São Paulo um relógio ...

Ex-integrante dos Mutantes, Luciano Alves consolida sua carreira voltada para a música clássica - por George Patiño

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O pianista Luciano Alves lança seu sétimo CD “Luciano Alves plays Chopin” no qual interpreta a Balada 1, Estudos, Prelúdios e Valsas de Chopin. O repertório foi gravado em Nova Iorque com o piano Steinway D Centennial Concert Grand. Este é o sétimo CD de Luciano Alves e o terceiro no qual interpreta peças que não são de sua autoria. O primeiro compositor homenageado foi Ernesto Nazareth através do CD “Luciano Alves Interpreta Ernesto Nazareth” (2008 - Biscoito Fino). Em 2011, foi lançado o CD “Só o que a gente gosta” do duo Bettina Graziani (voz) e Luciano Alves (piano) homenageando George Gershwin, Tom Jobim, Cole Porter e Baden Powell, entre outros (gravadora Fina Flor). No primeiro caso, Luciano interpreta tangos brasileiros (choros) e valsas e no segundo, standards de jazz, blues e MPB.   Luciano é um pianista extremamente versátil em virtude de que transita entre a música clássica e a popular com muita facilidade. Ao interpretar Chopin, Luciano demonstra ter uma pro...

Numa agência bancária, ano 2000 (gostaria que fosse uma ficção, mas não é)

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Texto restaurado e remixado Um senhor de uns 80 anos, depois de enfrentar a longa fila de idosos na agência do banco, sentou-se na mesa de uma das subgerentes que povoam aquele antro. Eu estava atrás e ouvi tudo. - Boa tarde, minha senhora, eu... - Alto lá! O senhor não tem saldo suficiente para sentar na minha mesa! Sinceramente, achei que aquela mulher estava de gozação. Achei que era amiga do tal senhor, que tudo não passava de uma brincadeira, mas para minha surpresa e horror, ela dizia a verdade. - Desculpe, senhora, mas é que eu estou dependendo só de uma assinatura  sua. - Vocês são engraçados...acham que banco é asilo de caridade. - Mas, minha senhora, sou cliente do banco há muitos anos. - Porque quer. Eu nunca obriguei ninguém a ser cliente deste banco e muito menos da “MINHA” agência! O homem levantou e foi embora. Chegou a minha vez. - Boa tarde, tenho saldo para sentar na sua mesa, dona Andréia (nome real)? - O que deseja?...

Ácido? Sim. Rancoroso? Jamais.

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O leitor Nuno Costa postou no meu Facebook, sob a chamada para o texto de John Lennon semana passada: “LAM, rancoroso, ácido e sensato.” Caro Nuno, obrigado pelas observações/definições mas, numa boa, não sou rancoroso não. Aliás, desde o início do ano estou promovendo no Facebook uma espécie de movimento para descabelar os rancorosos do planeta. Mas, basta ligar a TV para ver que não vai ser fácil. O rancoroso, uma espécie de boi que muge para dentro, é capaz de ver luz de mercúrio no lugar da lua, nuvem de tanajuras em vez de andorinhas, enfim, o cara é um perdedor ativo. O que seria perdedor ativo? É aquele que não gosta de perder sozinho e tenta arrastar multidões com ele. Para ser franco, Nuno, quando escrevo batendo procuro ser contundente, mas, se necessário, sou ácido sim porque afinal de contas o que escrevo aqui no blog é mensagem jornalística, para ser lida por muitos. Nada a ver com “querido Diário”. E, francamente falando Nuno, se eu tivesse um Diário ele estari...