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Falando sozinho, dormindo acordado, churros nos braços, céu da boca estrelado, Jules et Jim, blues, blues, blues

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Um homem na esquina; Los Angeles, São Paulo, Rio de Janeiro. Mão no ombro direito. - Você já me conhece em sonho. Sou seu anjo. - Sim, já te vi antes. - Você me chamou. - Vamos sentar naquele banco? -  Me pague um churro. Dizem que anjo não gosta de churros, pura balela. - Bom te encontrar - Qual é o problema? - Nenhum. Chamei para agradecer por ter me livrado daquela confusão. - Difícil... - Difícil o que? - Difícil um anjo ser chamado por mera gratidão. - Saiba, meu chapa, que eu só tenho gratidão por você. Seus livramentos diários, toques quando estou dormindo e sonhando. - Churro gostoso, esse. - Esse cara é bom. Ele está te vendo? - Está sim. Todo mundo está me vendo. Fique tranquilo que você não está “falando sozinho”.  - Obrigado por mais essa força. - Qual? - O livramento mais recente. Você me tirou da roubada na hora certa. Eu ia me ferrar feio lá na frente. - Ia mesmo. Te livrei ...

Mesmo ladrão, incompetente e burro o Estado se mete onde não é chamado

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            Com essa suburbana mania de querer dar uma de Estocolmo, Niterói virou fábrica de ciclofaixas as moscas                                                                       Suécia, Dinamarca, Áustria são países onde o Estado faz questão de não se meter na vida dos cidadãos. Os Estados Unidos também. Os democratas que pensam grande se comportam assim: quanto menos Estado na vida das pessoas, melhor. Desde 1.500, no Brasil o Estado não se satisfaz se metendo na vida de todo mundo. Além de se intrometer, atrapalha. No caso de Niterói, a situação chega a ser bizarra.  Tempos atrás fui ao centro da cidade e, na volta, andei até a principal avenida da região (Amaral Peixoto) para pegar um táxi. Chovia, o que é bom. Na calçada do lado esquerdo da avenid...

O piano de Keith Jarrett trouxe Colônia para dentro de nós

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                                                                                                                                                                                 Criador, criatura                                                                                                    ...

A Gestapo do politicamente correto teria esquartejado pessoas como Peter Sellers

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                                                                            Estou revendo filmes de um ídolo de adolescência, o genial Peter Sellers, um inglês cardiopata que morreu em 1980, aos 54 anos, de ataque cardíaco. Nascida na Alemanha nazista, segundo o filósofo Luiz Felipe Pondé, a moléstia chamada politicamente correto, vulgo PC, voltou ao planeta a bordo dos esquerdóides nos anos 90. Se tivesse surgido antes teria esquartejado Peter Sellers em via pública devido a seu alto teor de liberdade criativa, considerado crime inafiançável e indefensável pela militância do PC. Também teriam atirado no forno Mel Brooks por ter escrito e dirigido e clássico do humor “Banzé no Oeste” e cerca de 90% da produção intelectual mundial (des) graças a seus regulamentos, regras, estatutos. ...

Suruba elétrica - empresas de energia e ladravazes do governo festejam o nabo que nos espetam, fantasiado de bandeira vermelha

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                            Antes de escrever acessei a web para ver como está o tempo em Dakar, capital do Senegal. Afinal, é comum ouvirmos “está um calor senegalês” quando dizem que o maçarico anda insuportável. Pois bem, saibam que hoje o céu está claro e a temperatura é de 23 graus em Dakar. Suíça, totalmente Suíça. Ao longo dos próximos dias, temperatura média de 22 graus, céu claro. Fui ao Hortifruti comprar água de coco engarrafada  e encontrei um sujeito chato pra cacete. Chato, mas uma ótima fonte de notícias. Sempre foi, desde a adolescência. Chato mas extremamente bem informado, lê tudo, conhece muita gente e apesar de médico diz que adoraria ser, também, jornalista. Ele me contou que empresas distribuidoras de energia elétrica estão festejando loucamente as facadas que dão em nossas costas, com a cumplicidade ($$$) do governo. Por conta de represas vazias, usinas termoelétricas virando ...

Keith Moon: “Eu sou um porco capitalista”. Uma ótima entrevista de multidecibéis com o eterno selvagem do The Who

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Por Jerry Hopkins (em 1971) Tradução de Vinícius Mattoso do site www.thewho.com.br Um sujeito amável, sincero, explosivo, doido e considerado o maior baterista da história do rock. Não é verdade que Keith Moon não gostasse de dar entrevistas. Ele não tinha paciência para ficar sentado muito tempo, ouvindo perguntas e tendo que formular respostas. Mas com o jornalista inglês Jerry Hopkins, amigo dele, foi diferente. O papo fluiu e, acho, dá para saber um pouco sobre esse homem imprevisível, agitado e extremamente querido pelos fãs de sua amada banda, The Who. Keith Moon viveu apenas 31 anos. Sua morte, em 7 de setembro de 1978, chocou a música, o rock, o blues, o mundo que ficou mais coxinha, mais correto, mais babaca e muito menos ousado. Valeu, Vinícius Mattoso! (LAM). É provavelmente conveniente que Keith  Moon toque o instrumento mais agressivo, a bateria, num dos grupos mais explosivos, o Who, pois Moon parece visivelmente mais ultrajante e violento do que a maior...