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Gosto do Facebook

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Estou no Facebook desde 2012. Reencontrei muitos amigos que vagam pelo planeta, colegas de jornalismo, produção musical, literatura e até parentes que não vejo há décadas, além de muitos leitores, ouvintes, telespectadores. Só por isso, já valeu à pena. Via Facebook, fui e vou a reuniões de amigos e colegas que estavam dispersos, sem contato, no deserto e hoje voltaram a minha caótica agenda. Dezenas de ouvintes, telespectadores, leitores dos anos 1970, 80, 90, 2000 e hoje de minha Coluna do LAM (essa aqui), além de viciados em rock, blues, jazz, progressivo, new age etc. etc. etc. Os contatos profissionais que faço tem resultado em muitos e ótimos trabalhos, já que desde o ano 2006 decidi militar radicalmente no planeta da guerrilha dos freelancers. Enfim, não tenho o que reclamar do Facebook que, sabendo usar, não aporrinha ninguém. Vejo lá algumas pessoas chiando, se queixando, talvez por não terem notado ou se tocado que o Facebook é uma mídia extremamente pod...

As outras faces de Antonio Carlos Jobim

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Reler livros, um hábito antigo. Os bons livros se renovam como nuvens a cada releitura, cada revisita. É o caso de "Antonio Carlos Jobim - um homem iluminado", escrito por sua saudosa irmã Helena Jobim, que me autografou um exemplar em 17 de maio de 1997, mês de lançamento da obra. Helena era um doce de pessoa. Esse livro me mostrou que Tom foi muito mais extraordinário do que se imagina . Mesmo a longa entrevista que tive o privilégio de fazer com ele em 1992, na churrascaria Plataforma, sequer chega perto do relato de Helena. É um livro muito comovente porque mergulha numa pessoa que foi açoitada por angústias, ansiedade, questionamentos que se transformaram em músicas, discos e grandes, monumentais projetos. Graças ao livro da Helena conheci um Tom Jobim eternamente garoto. E como garoto, contempla va os bichos pelas florestas por onde andou (especialmente na região de Passo Fundo, Estado do Rio, onde tinha o sítio/lar), divagou, se inspirou . Helena descreve Tom...

Eleição não tem Procon

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A diferença é que o Brasil foi descoberto e não conquistado. Há quem diga que foi por acaso, que Cristóvão Colombo já havia avistado nosso litoral antes, mas passou batido. Ninguém sabe porque. Conquista é uma coisa, descoberta é outra. Aí, em 1808, movida pelo cagaço irrestrito, a Corte portuguesa fez as malas e, se borrando toda, veio parar no Rio de Janeiro fugindo de Napoleão Bonaparte. Dom João VI, imperador, preferiu o calor inclemente do Rio e a fedentina da cidade onde cães, bosta e gente degradada se misturavam em cenas grotescos, a ter que enfrentar as tropas francesas. A História conta que um dos primeiros atos de D. João foi criar o Banco do Brasil para seu uso pessoal, transformado em cofre particular de onde arrancava milhões e milhões todos os meses. A bordo das naus que partiram de Lisboa, escoltadas por navios ingleses (ingleses que, como pagamento, levaram toneladas - literalmente - de ouro das Minas Gerais), a fina flor da escrotália da elite portuguesa que ve...

O lixo musical que assola o Brasil

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Nunca antes na história deste país a música popular foi tão pífia, escroque e vagabunda. Reflete o cenário nacional de uma maneira geral e o cultural em particular. Com o fim do mercado do disco formal também desapareceram os críticos musicais que, direta ou indiretamente, eram um ponto de referência. Os críticos musicais (eu me incluo) foram banidos junto com a radical dieta calórica/encefálica imposta pelos empresários da mídia aos suplementos culturais, hoje reduzidos a pequenos bidês frequentados por neófitos (saem bem mais baratos) que decarregam o seu asneirol vago. Há pouco tempo tínhamos uma indústria polêmica mas que fazia a seleção dos artistas que iam gravar. Produziam seus discos que chegavam aos críticos, rádios, TVs. Os críticos opinavam sobre o que prestava e o que não prestava. As rádios sérias tocavam o que achavam que tinham a ver com o seu perfil, enquanto que muitas tratavam do assunto via jabá, cobravam grana viva-ou viagens-ou carros- ou etc para tocar as músi...

O terrorismo já governa o Estado do Rio

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O amigo Cezar Motta, brilhante jornalista, postou este comentário no Facebook, semana passada: “ Em Londres, o atropelamento de pessoas em uma das pontes do Tâmisa deu notícia no mundo todo, assim como o esfaqueamento de transeuntes por um maluco. Terrorismo!, foi o alarme em todo o planeta. E é realmente alarmante. No Brasil, alguém arremessa uma granada na porta de um bar de Copacabana, uma pessoa morre na explosão (poderiam ser várias); um tarado sai atropelando skatistas na rua em Sampa; as chacinas se repetem na periferia das grandes cidades; gays e trans são abatidos a tiros ou espancados até à morte...e tudo bem. O que é isso, afinal, diante da destruição que o país vem sofrendo há 14 anos?...” O terrorismo organizado das facções criminosas associadas, basicamente, ao narcotráfico chegaram ao poder no Estado do Rio, onde não só as cidades da região metropolitana como também do interior estão submetidas ao seu jugo cruel e nefasto. Desde os anos 1970 a luz vermelha ...

Um papo olho no olho com Paul McCartney

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Marcelo Fróes postou no Facebook esta foto de Macca sozinho num vagão de trem em Londres. Foto desta semana Tempos estranhos, levemente boçais. Estou certo de que se escrevesse sua obra hoje, Anais Nin (1903-1977) seria esquartejada em via pública pelo moralismo cabaçudo que governa este século 21, açoitado e submetido a praga do PC, Politicamente Correto. Por exemplo, Barão e Mathilde, personagens de seu clássico “Delta de Venus” coletânea de contos eróticos escritos em 1940 mas só publicada em 1978, seriam fatiados e os pedaços pendurados por aí. Por que? Anais cometeu o crime de deixar os seus personagens fazerem o que quisessem. Como acho que nesses tempos do famigerado PC, o álbum Sgt. Peppers Lonely Heartys Club Band não teria existido. Incorreto demais. Fora dos padrões, da caretice, muito mundano. A conversa franca de Paul McCartney com Anthony Decurtis, da Rolling Stone americana, quatro anos atrás, toca em temas que ele pouco ou nunca comentou em profundidade com...

Felicidade

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Se a felicidade é uma sensação podemos prolongar essa sensação. Nesse aspecto a máfia do futebol faz até bem. Para faturarem mais os tubarões do esporte inventaram jogos quase todos os dias, de manhã, a tarde e a noite. Nos bares, vejo a sensação de felicidade naqueles que usam futebol como desculpa para encher a cara, abraçar desconhecidos, gritar, berrar, chutar cadeiras de plástico. Que mal há nisso? Que mal há se esse potente entorpecente, já chamado de ópio do povo, provoca a sensação de felicidade? A felicidade é um bem etéreo, pessoal e intransferível. Temos o poder de realimentar essa sensação importando novas boas sensações, via natureza, música, sexo, cinema, livros. Podemos realimentar mais ainda bloqueando pensamentos escroques, recusando surfar nas ondas de esgoto do negativismo. Podemos ser felizes? Pode ser que sim. Mas a sensação de felicidade é real e quase palpável, como uma bola de futebol, a água do mar, uma cona morna e molhada, uma boa...