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Lendária banda Som Nosso de Cada Dia relança álbum "Snegs", sábado, no Municipal de Niterói

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Não é boato, é fato. Uma das maiores bandas de rock progressivo do país, nascida nos anos 70, vai se apresentar no palco do Teatro Municipal de Niterói, nesse sábado a oito da noite. Aos 46 anos de idade, mas com muito som e maturidade para mostrar, o  Som Nosso de Cada Dia está de volta sob a batuta de seu fundador, Pedro Baldanza, relançando o lendário álbum "Snegs".  O show vai ser de progressivo puro e com certeza vai surpreender os fãs mais rigorosos, resultado da parceria entre a produtora  Vértice Cultural , a  Rádio Beprog , a  Masque Records  e a  Moshi Moshi  Produtora, que está abrindo a ponte Rio-SP de rock progressivo. O Som Nosso ... passou por diversas formações, caminhos musicais e poéticos distintos, navegando em diversos estilos, mas marcou presença mesmo no cenário progressivo. Formada em 1972 por Pedro Baldanza, o Pedrão (baixo, viola e vocal), Pedrinho Batera (bateria e vocal) e Manito (teclados, sax, flauta e...

Santos Dumont e as asas da loucura

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Recomendo o livro “Asas da loucura: a extraordinária vida de Santos-Dumont”, do inglês Paul Hoffman. A grande loucura do pai da aviação era o céu que, desde pequeno, não cansava de contemplar na fazenda do pai, milionário, no interior de São Paulo. O livro conta que o pequeno Alberto Santos-Dumont observava as aves voando e, muito curioso, queria saber como, já imaginando que um dia os homens também poderiam estar no céu. Seus pais estranhavam o comportamento daquele menino magro, pequeno, que vivia isolado, a ponto de ler toda a biblioteca da fazenda. Cresceu sem desvendando os mistérios da ciência por conta própria. Milionário de berço, sua vida em Paris, anos depois (não vou estragar a narrativa do autor dizendo como ele foi parar lá) foi marcada por bons e importantes amigos. Um deles, Gustave Eiffel, o projetista da torre que, por sinal, morava lá num pequeno apartamento no segundo andar. O sonho de Santos Dumont (concretizado várias vezes) era dar uma volta de bal...

Esperança & Expectativa

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Um abismo profundo separa o significado prático e filosófico de esperança e expectativa. Recentemente, Lobão levantou essa lebre num show. Começou a falar sobre o significado (e as significantes) das duas expressões, mas a falta de educação da ruidosa e irritante plateia não deixou o lobo uivar até o final do raciocínio. Esperança é o possível, expectativa é o ideal, que não existe. Felizmente mantenho um pacto com a esperança desde a hora em que nasci. Com a expectativa, não. Relação zero. A expectativa é parente próxima da ansiedade, da correria, da falta de ar, faz nossos pés molharem em Manaus quando ainda está chovendo em Porto Alegre. Já a esperança é centrada, amena, racional. A esperança faz projetos, enquanto a expectativa cisma. Não corro, não fujo, parto para cima com todas as forças disponíveis e depois, atento, aguardo a hora da colheita deixando o destino trabalhar. Pilhar o tempo todo, insistir, forçar a barra, chutar portas, em geral leva...

Impávido

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                                   Óleo sobre tela, Oliver O. Oliver, Paris 1932 Esquecem que a verdade está longe, muito longe de ser absoluta. Atribuição divina, o absolutismo é incorporado pela patética e patológica onipotência dos lunáticos sociais e sua logorreia torpe, vulgo  brain damage .  Perdeu, baby. Lunáticos sociais não acreditam que aqui se faz, aqui se paga. Acham que é verborragia de adesivos de nona categoria. Mas o pior, o fatal, é o desprezo a máxima que sentencia: aqui não se faz, mas aqui se paga, sim. Perdeu, baby. Esquecem que o limite do egocentrismo é uma muralha de chumbo, conhecida na vala incomum como perda total. Essa malta, a dos lunáticos sociais, vulgo  brain damage , cruza a existência jogando gente no esgoto, arrotando as tais verdades absolutas inexistentes, como se o E.T. de Varginha fosse a incorporação do Juízo Final. Perdeu, ba...

O sucesso do livro “1973- o ano que reinventou a MPB”

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                                                                                  Ceio Albuquerque “1973- o ano que reinventou a MPB”, de Célio Albuquerque 431 páginas) vai virar série do Canal Brasil, já em produção. Maravilha! O excelente livro é um sucesso da Sonora Editora, do pesquisador musical Marcelo Froes e é leitura fundamental para quem se interessa por música brasileira de qualidade. Cada autor conta como um álbum (LP na época) foi feito. Como, quem, onde. Está tudo lá. O livro chegou num momento especial, difícil, complicado, bizarro da música brasileira que está assolada pela molambalização, baixaria e outros conceitos ainda menos dignos. Lembrar de épocas como 1973 foi uma grande sacada do Célio, um viciado em qualidade como todos os ensaístas ...

Refratações (palavra inexistente) e a pancadaria entre Freud e Jung

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Jung (a esquerda, sentado na escada), Freud (calção quadriculado a direita) e dois amigos numa casa de banho turco Prólogo – “Minha ideia sobre Deus está formada pela profunda convicção emocional da presença de uma força racional superior, que se revela no incompreensível do universo” (Albert Einstein); “Não posso dizer “eu creio”. Eu sei! Tive a experiência de ter sido capturado por algo mais forte do que eu, algo a que as pessoas chamam Deus” (Carl Gustav Jung).   A partir dessa experiência abissal, Jung descobriu o poder do espírito e a sua relação com o mentor Sigmund Freud, que já vinha se despedaçando ruiu de vez. Contam os livros que os dois estavam numa cabine de trem, em 1914, indo para Hamburgo. Jung já não suportava mais o que teria chamado de “reducionismo materialista e sexista” de Freud. Esse, por sua vez, também sentia náuseas quando o discípulo falava de inconsciente coletivo, Anima, Animus, espíritos... Foi aí que um destemperado Freud, na cabine do trem, t...

Não falou, não disse

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Em 1969, Honduras e El Salvador entraram em guerra por causa de uma partida de futebol que valia uma vaga para a Copa de 70. Honduras venceu por um a zero, o povo de El Salvador foi para as ruas e a confusão terminou em guerra. Guerra não declarada. Há anos, muitos anos, havia problemas entre os dois países, mas que não eram ditos. E o ser humano, até segunda desordem, só entende o que é dito, de preferência clara e nitidamente. No caso, a panela de pressão (no fogo) entre os dois países chegou a tal nível de silêncio que explodiu. Não nasci para viver situações como essa. Jamais seria ministro do tse (assim mesmo, em minúsculas) para ser obrigado a entender o subtexto de um colega de toga ameaçando (com sinais) com a degola via radicalismo islâmico (“ira do profeta”) um sujeito não citado que o teria envolvido na Lava Jato. Para mim não disse nada. Se não me mandarem a merda, não irei. Se não me disserem pode entrar, não entrarei. As insinuações da política e sua sub l...