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O homem que amava as mulheres

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                                                                                    François Truffaut (1932-1984), um gênio que deixou nesse   suburbano planetinha, moralista e cafajeste uma montanha de obras primas, entre elas “O Homem que Amava as Mulheres”, filme de 1977. É difícil e achar, mas está por aí nesses sites de filmes. É a história de Bertrand Morane, um cara esquisitão de meia idade que tem obsessão por mulheres. Bertrand conquista, conquista, conquista compulsivamente mas vive afogado num oceano de sofreguidão, angústia, culpa e solidão. Bertrand é interpretado pelo polonês Charles Denner, morto em 1995 com 67 anos. Truffaut subiu com apenas 52. Denner atua muito bem em “O Homem que Amava as Mulheres” e não foi à toa que ao longo de 30 anos foi...

Insônia

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Ódio, não te conheço. Não sou santo, mas não te conheço. Conheço euforia, tristeza, raiva, conheço a “out estima”, a baixa estima, mas você, ódio? Não, não te conheço. O ódio está no ar no planeta. A História sibila que todas as revoluções vitoriosas, batalhas e conquistas foram movidas pela fúria, ira, determinação. As que beberam a gosma verde do ódio fracassaram. Todas. O ódio sempre perdeu. Hitler perdeu. Mussolini perdeu. Getúlio perdeu. E agora, o ódio que sustenta a mentira no Brasil também vai perder. Que mentira? A História dirá. Em breve porque tudo no Brasil é muito breve. Por motivos não alheios a minha vontade meu fuso horário deu uma virada. Longa madrugada pela frente. Não gosto de escrever e publicar quando estou emocionado e ontem passei o dia tomado por espessa neblina afetiva. Escrevo agora mas só vou publicar quando retornar do caos. Breve. O amor é tão abissal que espanta até os nevoeiros. Só o amor consegue assolar os nevoeiros. Dizem. Nenhum i...

Guerrilheiros da Blitz comemoram 35 anos no Circo Voador

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                               Festança vai ser nesse sábado, dia 26 O humor carioca não sucumbiu a Crivella, Pezão e Temer. Ainda bem. Com uma turnê pelos Estados Unidos mês que vem, show sob a lona do Circo Voador e lançamento do novo DVD a   Blitz se transformou numa bela tatuagem dos anos 80 que atravessa as décadas. Promete uma festa inusitada e sobretudo muito bem humorada nesse sábado (26) as 10 da noite no Circo Voador, comemorando os seus 35 anos de existência. Mix de música, teatro, cinema, uma espécie de multitudo, a Blitz continua a surpreender por onde passa exatamente por não estar agarrada ao passado. A banda tem o passado como referência e não reverência. Em outras palavras, o grupo está longe de estar fazendo cover de si mesma. No show, rock, pop, funk, reggae, samba , blues e outras surpresas, além do lançamento do DVD ‘Blitz no Circo Voador’ (Deck), o quarto do grupo...

Saudade de quem nunca vi

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Keith Emerson e Greg Lake formavam o monumental trio Emerson, Lake and Palmer. Carl Palmer o baterista, está em turnê mundial e na próxima sexta feira vai tocar no Vivo Rio. No dia seguinte no Teatro Municipal de Niterói. Ingressos aqui http://vivorio.com.br/?s=Carl+Palmer e aqui https://www.ingressorapido.com.br/event/6668/d/28133 . Matéria sobre o show que escrevi no Jornal do Brasil, aqui:  http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2018/05/21/carl-palmer-apresenta-legado-do-emerson-lake-palmer/ Keith Emerson e Greg Lake morreram no mesmo ano, 2016. Ironia. Boçal ironia. Emerson em março, aos 71 anos, Lake em dezembro, aos 69 anos. Os dois se conheceram por volta de 1968, quando Greg cantava e tocava no King Crimson e Emerson era o tecladista do The Nice. Em 1970, convidaram Carl Palmer para a bateria e montaram o Emerson, Lake and Palmer. Quando o Emerson morreu sofri como se tivesse perdido um amigo, apesar de nunca tê-lo visto. Quase não acreditei quando li a notí...

Cabeça contra o Muro

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Noite dessas, perambulando pela internet, li alguma coisa sobre o Muro das Lamentações, em Jerusalém. Conheço algumas pessoas que foram lá e ficaram levemente horrorizadas vendo gente ululando e batendo com a cabeça no Muro.  Não conheço a fundo a história do Muro, mas sei que é sagrado. E respeito tudo o que é sagrado porque sou cristão e mantenho com o desconhecido a mesma relação que mantenho com o mar: temor reverencial. Não me meto com o desconhecido porque não quero que ele se meta comigo. Um frequentador de meu extinto fotolog estava se lamuriando com a falta disso,  falta daquilo, que esse é o país do descaso, enfim, usou de suas prerrogativas tecnológicas para encher e chutar o saco da pequena multidão que frequentava o fotolog. Que por sinal não era meu. Fiz para a banda The Who e a seu criador Pete Townshend até hoje na ativa, cuspindo fogo pelo mundo com sua adolescente energia dos 73 anos e a seus fãs, a quem chamo de whozers.       ...

Cultura inglesa

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Conheci a bela Meghan Markle na série “Suits”, da Netflix, onde foi coadjuvante. Aos 36 anos ela vai casar com o príncipe Harry e segundo sites de fofocas os dois estão juntos há quase dois anos. Meghan é uma californiana típica. Nasceu em Los Angeles era ativista social, liberada, feminista. Harry é um inglês característico da Corte; beberrão, à toa, amante de jogos de dardos, corrida de cachorros, torta de enguia, fã do humor quase ridículo de Monty Python, comédia inglesa que só os ingleses acham hilária. Só uma paixão devastadora para fazer Meghan Markle trocar uma carreira ascendente no cinema, amigos antenados, vanguarda, pela vidinha bilionária e entediante da Coroa britânica, entre palácios, cerimônias, pompa e vazio. A Inglaterra vitoriana, por exemplo, foi uma indústria de tarados, pervertidos e facínoras em geral, por isso as altas doses de moralismo e álcool para tentar manter o equilíbrio social. Até hoje. Nesse sábado Mehan e Harry vão casar. Ca...

A vingança do bastardo

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Saudade de livro é sempre boa. Por isso tenho procurado, inutilmente, em minha estante (onde tudo é uma enorme desordem alfabética) uma edição relativamente recente do melhor, absurdo, esculachado, politicamente incorreto e saudável livro dos anos 80. O clássico “A Vingança do Bastardo”, escrito pelo espírito de uma tal Eleonora V. Vorsky que baixou sobre o Alexandre Machado, escritor, roteirista e, na época, louco. Na apresentação do livro, uma auto referência debochando da crítica:   "terrível, escatológico, nojento, nauseabundo, emocionante, divertidíssimo, acachapante, lírico, poético, medonho, esporrante de rir, abominável, cáustico, polêmico, essencial, virulento, dramático, meio mais ou menos, magnífico, detestável, erótico, perturbador, ingênuo, niilista, grandiloqüente, bacaninha, porreta, desavergonhado, pai d'égua, supercalifragilisticespialidoso!" Texto de contracapa: Ingredientes: Os personagens da aventura: - Levi: Herói ou covarde? Hom...