sexta-feira, 7 de julho de 2017

Gosto do Facebook

Estou no Facebook desde 2012. Reencontrei muitos amigos que vagam pelo planeta, colegas de jornalismo, produção musical, literatura e até parentes que não vejo há décadas, além de muitos leitores, ouvintes, telespectadores. Só por isso, já valeu à pena.

Via Facebook, fui e vou a reuniões de amigos e colegas que estavam dispersos, sem contato, no deserto e hoje voltaram a minha caótica agenda. Dezenas de ouvintes, telespectadores, leitores dos anos 1970, 80, 90, 2000 e hoje de minha Coluna do LAM (essa aqui), além de viciados em rock, blues, jazz, progressivo, new age etc. etc. etc.

Os contatos profissionais que faço tem resultado em muitos e ótimos trabalhos, já que desde o ano 2006 decidi militar radicalmente no planeta da guerrilha dos freelancers. Enfim, não tenho o que reclamar do Facebook que, sabendo usar, não aporrinha ninguém.

Vejo lá algumas pessoas chiando, se queixando, talvez por não terem notado ou se tocado que o Facebook é uma mídia extremamente poderosa e abrangente. Tudo o que publicamos (até o que consideramos insignificante), gera reações e até baixarias. Logo, como escreveu Caetano Veloso, é preciso estar atento e forte porque se pisamos na bola o Facebook vira carcará; pega, mata e come.

Por isso me irrito (muito, por sinal) quando vou a um lugar e publicam fotos minhas já que, na boa, detesto dar satisfações, dizer o que faço, onde vou, com quem, ara que. Não  gosto de "evasão de privacidade" (essa é do Tutty Vasquez), mas a culpa não é do Facebook.

Mantenho o número de contatos na faixa de 4.900 já que o limite é de 5 mil. Não conheço mais de 90% das pessoas que chegam até a minha página em consequência do meu trabalho ao longo de quatro décadas dedicadas a Comunicação. É extremamente gratificante esse retorno.

Como nunca me aporrinhei no Facebook (talvez pelo fato de jamais tratá-lo como diário pessoal), gosto muito de bater papo, postar vídeos de música, fotos, divulgar minhas colunas, livros, discos. Mas, o mais importante é o contato permanente com amigos e colegas (mais leitores, ouvintes), sem o que mídia social alguma faria o menor sentido.