sexta-feira, 18 de maio de 2018

Cultura inglesa



Conheci a bela Meghan Markle na série “Suits”, da Netflix, onde foi coadjuvante. Aos 36 anos ela vai casar com o príncipe Harry e segundo sites de fofocas os dois estão juntos há quase dois anos.

Meghan é uma californiana típica. Nasceu em Los Angeles era ativista social, liberada, feminista. Harry é um inglês característico da Corte; beberrão, à toa, amante de jogos de dardos, corrida de cachorros, torta de enguia, fã do humor quase ridículo de Monty Python, comédia inglesa que só os ingleses acham hilária.

Só uma paixão devastadora para fazer Meghan Markle trocar uma carreira ascendente no cinema, amigos antenados, vanguarda, pela vidinha bilionária e entediante da Coroa britânica, entre palácios, cerimônias, pompa e vazio.

A Inglaterra vitoriana, por exemplo, foi uma indústria de tarados, pervertidos e facínoras em geral, por isso as altas doses de moralismo e álcool para tentar manter o equilíbrio social. Até hoje.

Nesse sábado Mehan e Harry vão casar. Casamento de milhões de libras/euros. Centenas de cavalos adestrados, carros, milhares de seguranças, uma produção faraônica exibida em todo o mundo ao vivo pela TV. Assim manda a tradição inglesa: torrar dinheiro público indefinidamente em nome da robustez da Coroa que se acha o centro do mundo, como diz um amigo que morou lá.

Duas séries da Netflix abrem uma fresta de luz sobre a cultura inglesa: a espetacular “The Crown” conta a história da Rainha Elizabeth II e, na aba, fala da podridão e da politicália nos bastidores dos palácios. Já uma outra série, deste ano, chamada “Collateral”, aborda a xenofobia e egolatria inglesas diante da questão dos refugiados.

Bilhões de pessoas vão assistir ao casamento desse sábado no local e pela TV. A monarquia inglesa exerce um fascínio mundial inexplicável e até mortos de fome vão dar uma olhada na TV para conferir que os ricaços da ilha sabem mesmo fazer festa, principalmente com o dinheiro dos outros.

Curioso isso.