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Negócio da China

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Texto restaurado e reeditado A História conta que dos séculos 16 a 18 um navio ia da Índia para a China em um ano e meio (ida e volta). Como era uma viagem muito perigosa, se num grupo de três naus duas afundassem, ainda assim o negócio dava lucro. Mas, os portugueses da Índia descobriram que podiam fazer viagens muito mais curtas e com lucros muitíssimo maiores. Daí a expressão “Negócios da China”. Atualmente afirmo com muita tranquilidade que qualquer negócio da China, ou com a China, é a maior roubada para qualquer pessoa ou país em qualquer ponto do planeta. A China pratica um regime escravocrata de trabalho, utilizando mão de obra totalmente desqualificada, tecnologia pirateada e retrógrada, enfim, é um esgoto a céu aberto de aberrações éticas. O problema é que, sempre pensando em se dar bem, muitos brasileiros compram produtos chineses que, por serem extremamente vagabundos, custam muito menos. Eu mesmo já fui vítima dessa lambança. Fui comprar num site de São Paulo...

O Homem Invisível - texto de Antonio Ernesto Martins

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O poder da invisibilidade tem permeado o imaginário humano desde tempos remotos. Os espíritos invisíveis ou os super heróis dos desenhos animados dotados desse super poder, fascinaram e ainda fascinam muita gente das mais diversas origens e idades. Essa capacidade de ver sem ser visto, essa possibilidade de agir sem ser detectado aparece recorrentemente como um recurso útil para os mais diversos projetos, mas também pode acarretar dilemas e dificuldades para quem lançar mão dessa habilidade. Do romance de Herbert George Wells, “O Homem Invisível” (1897), passando pelo seriado de TV americano dos anos 60 com o mesmo nome até diversos personagens de filmes de animação mais recentes, a capacidade de se tornar invisível atrai atenção e desperta a imaginação. Hoje, nas nossas metrópoles, vivemos outras invisibilidades mais complexas e menos glamurosas . Nosso olhar, submetido a um jorro constante e exagerado de imagens e informações que nos chegam das mais variadas fontes e sem que...

Nas mãos de Deus

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Texto restaurado e reximado Estava andando por uma calçada não muito perto de casa quando, na minha frente, a poucos metros, uma mulher pisou em falso e caiu. Ela estava de mão dada com uma criança de, no máximo, quatro anos. As pessoas que estavam por perto, quase que em coro, gritaram “meu Deus!”. Corremos para ajudar. A criança chorou um pouco, um pequeno arranhão no cotovelo, nada demais, mas estava muito assustada. A mãe, nervosa. Muito. Achava que a filha poderia ter se machucado, que o temperamento da menina era fechado, se culpava pelo incidente. Nada aconteceu. A pequena multidão se desfez. O marido da mulher chegou e a levou para dentro de uma farmácia. Antes, agradeceu a todos nós pela ajuda. E de novo, praticamente em coro, ouvi “vá com Deus”. O Senhor está em minha vida até nos atos-reflexos. Sei que muitos leitores desta coluna não acreditam em Deus e não quero, de forma alguma, que pensem que estou tentando forçar uma barra. É que me deu vontade de e...

A Meritocracia Negra - artigo de Antonio Ernesto Martins

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Existe um contrato social, nos bons termos de Rousseau, vigente em nossa civilização contemporânea que dá ao estado a prerrogativa do monopólio do uso da força para garantia dos direitos dos cidadãos e preservação do cumprimento de seus deveres. Podemos até alegar que não somos signatários de nenhum contrato, mas esperamos que esse privilégio estatal seja utilizado em nossa defesa sempre que nós, nossa família ou nossas propriedades forem ameaçadas. Dessa forma, depositamos no braço armado do estado com seu poder de polícia a confiança de que essa força seja exercida na defesa do respeito aos direitos individuais e na preservação da ordem. Mas o que fazer quando esse contrato é quebrado como no caso da prisão do ator, vendedor e psicólogo Vinícus Romão? Como não se indignar diante de uma injustiça praticada justamente por aquele ator estatal que deveria defender-nos dessas barbaridades? Vinícius após uma temporada de 16 dias na cadeia, preso injustamente através de um procedimen...

120 mil acessos: manter este blog é uma promessa que fiz

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Este blog passou dos 120 mil acessos. É muita coisa, já que faço a divulgação somente no Facebook e Twitter. Há um bom tempo parei de enviar e-mails para as pessoas comunicando a atualização do blog porque eu poderia estar sendo confundido com spam ou coisa parecida. Não ia gostar de receber uma reclamação. Antes de mais nada, é um prazer produzir. Mais do que um prazer, é um exercício prévio que faço para partir para meu sexto livro, que escreverei neste semestre e cuja história já perambula em minha cabeça. Pelo visto, é uma história interessante. Escrever lembra um pouco musculação. Você exercita, descobre palavras e, naturalmente, lê mais. Tenho conseguido ler um livro a cada 10 dias (só consegue escrever quem lê) e, por isso, descubro novas palavras. Chamo de novas palavras aquelas que, por alguma razão, somem de nosso cotidiano. Os livros são cofres de pencas, abundantes pencas de palavras que quase caem em nosso desuso. Fico muito feliz em ver o número 120.000 ali...

1973 - Um ano realmente especial para a MPB - texto de Mehane Albuquerque Ribeiro

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Lançado há menos de um mês, o livro 1973 – O ano que reinventou a MPB, publicado pela Sonora Editora, já conquistou uma gama expressiva de público e na semana de lançamento esteve entre as 20 obras de não-ficção mais vendidas no país, de acordo com o ranking da revista Veja. O cenário do livro é um Brasil em plena ditadura militar. E o período retratado — o ano de 1973 — veio logo depois da era dos grandes festivais da canção (1965-1972), quando a música brasileira já não estava mais presa à Bossa Nova, à Jovem Guarda, ao Tropicalismo, ou a outro movimento estético. Não havia qualquer expectativa de que algo pudesse ocorrer para trazer novos ares à produção musical. Mas eis que algo extraordinário acontece: despretensiosa e inesperadamente, a música popular brasileira ganha um fôlego extra, com a produção de discos memoráveis que marcaram o período como um dos mais singulares de sua história. O livro reúne resenhas de cerca de 50 jornalistas, artistas e críticos, sobre 50 discos...

Led Zeppelin, Celebration Day: resenha tardia de um clássico do rock

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Assisti mais uma vez ao DVD do derradeiro show do Led Zeppelin em 10 de dezembro de 2007, no Arena 02, Londres e, insaciável, peguei os dois CDS que acompanham o DVD e pus no carro e não dá outra. Só Led Zeppelin nos últimos dias, volume cáustico (vidros fechados) a bordo. O mais impressionante é que abri meus arquivos aqui no PC para ver o que havia escrito sobre esse show e fiquei chocado quando não vi nada de muito consistente. Um ou outro comentário que postei aqui no blog, mais algumas pequenas críticas que distribuí por aí. Comprei o DVD + CD duplo em 2013 com muito receio. Receio de encontrar Jimmy Page carcomido, Robert Plant com a voz gasta, John Paul Jones errando, pisando na bola e Jason (filho de John) Bonham perdido. Para a minha agradável surpresa, assim que assisti ao DVD o equipamento desligou sozinho. No final eu estava boquiaberto, apático, entregue aos delírios internos. Constatei naquele momento em que assisti o show pela primeira vez que foi um dos...