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Copa no Brasil: custo destas arenas/estádios de causar inveja ao mais rico dos sheiks árabes - por Marcos Kilzer

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Ícone do mercado cultural brasileiro, sócio da gravadora Coqueiro Verde, Marcos Kilzer escreveu e postou o texto abaixo em sua página no Facebook. Li, gostei e pedi autorização a ele para reproduzir aqui. Vale à pena ler: Minha família sabe como gosto de esportes. Sabem como sou Fluminense e amo futebol. Minha primeira emoção foi na copa de 1958 e eu tinha 9 anos. Curti todas as copas desde então e vibrei com a comoção causada pelas copas ganhas e sofri também pelas perdidas. Hoje, ao ver os custos destas arenas/estádios de causar inveja ao mais rico dos sheiks árabes, de ver a insanidade de gastos em obras desnecessárias, e com o dinheiro público enchendo os cofres das mesmas empreiteiras de sempre, de ver governante dando pontapé inicial cercada de puxa sacos, quando deveriam tomar um pontapé na bunda e nas urnas, não me vejo com nenhuma das sensações de euforia, entusiasmo, vibração e vontade que o Brasil vencesse, que tive nas copas passadas. Não vibrarei contra, mas ...

O Brasil em convulsão social

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A sociedade brasileira entrou em estado de convulsão, exibindo uma crescente espiral de revoltas, protestos, greves que deixam bem claro, mas muito claro mesmo, que esse papo de povo adormecido é coisa do passado. Ninguém mais consegue conter a fúria dos injustiçados (todos nós) diante da barbárie com o dinheiro público que assistimos todos os dias. Corrupção, leniência, incompetência, inflação, cinismo do governo, lambança da Câmara e do Senado em seus eternos conluios acabaram detonando a bomba. Ninguém é de gelo. Ninguém suporta mais ler que gastaram bilhões de nosso dinheiro com a Copa, ou que um senador foi implantar cabelos usando um avião da FAB para se deslocar de Brasília a uma cidade do nordeste ou que a Petrobrás (um ícone sagrado) está sendo vilipendiada a olhos vistos. Mais: teremos que dar dinheiro as empresas (via aumento das contas e impostos) de eletricidade porque o governo, incompetente, ficou à mercê da meteorologia e teve que ligar usinas termoelétricas. Enf...

Aviso aos leitores deste blog

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Caros leitores e leitoras, tive que ativar um filtro nos comentários aqui da Coluna. O que significa? Antes de postar um comentário você terá que copiar e digitar um código de letras. Nada complicado, mas chato pra cacete, burocrático, enfim, fazer o que? Eu não queria ter que recorrer a filtro algum, mas o assédio de hackers e seus robôs é assustador. Hoje foi demais e, graças ao conselho de um amigo profissional de Tecnologia da Informação, ativei o filtro. Quem não quiser se submeter, pode mandar a mensagem para o meu e-mail que copio e coloco lá. E-mail: luizantoniomello@gmail.com.  Desculpe, mas foi uma medida mais do que necessária.

Brasileiros e a morbidez enrustida

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Nós, brasileiros, não somos nem nunca fomos bonzinhos. Fatos em sequência como a morte daquela criança no sul, mais as duas privadas atiradas do alto de um estádio de futebol em Recife (uma pessoa morreu) e o linchamento de uma inocente no Guarujá (SP) mostram que embaixo do chamado tecido social do Brasil, cultuado como bonzinho, está o ódio, a atrocidade, a violência. Em seu “Diário de Viagem”, o filósofo Albert Camus conta que quando esteve no Brasil em 1949, ciceroneado pelo grande Abdias Nascimento, pediu para conhecer um centro de umbanda. Era agosto, um agosto mais para verão do que para inverno. Abdias providenciou um táxi e forem, ele e Camus, em direção da Baixada Fluminense onde ficava o centro. Só que, no caminho, nas imediações da Praça da Bandeira, um caminhão atropelou e matou um homem. Antes da ambulância, da polícia e dos bombeiros, um Camus boquiaberto viu chegar um grupo de pessoas que levantava o rosto do atropelado só para ter o prazer de ver. Horrorizad...

A velocidade do tempo

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Texto restaurado e reeditado Não sei se o tempo é a maior angústia do ser humano, ou está entre as principais, mas fato é que, ultimamente, muita gente tem falado da velocidade dos calendários e relógios, o que me faz lembrar de uma frase do amigo Alvaro Acioli: “agora, enquanto ainda”. Ou seja, faça enquanto há tempo. Lógico que o tempo também me angustia. Semana passada tive um dia duro de trabalho. Muito duro. Percebi que o tempo voou muito mais rápido do que no dia anterior, quando o trabalho foi mais light. Será que a distração proporcionada pelo trabalho aumenta a nossa percepção de velocidade do tempo? Um alto executivo de uma montadora de automóveis nos Estados Unidos, em sua autobiografia, escreveu que “agora, aposentado, sinto vontade de atirar o relógio pela janela na ilusão de que fazendo isso estarei parando o tempo”. Nós aceleramos a percepção de velocidade do tempo? Nós temos esse poder? Não sei. Na verdade, muita gente passou pela vida pensando nisso e, n...

O ideal e o possível

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Adriana, Estive pensando: Sou um caçador. Um caçador de uma existência possível e não ideal. O ideal, por si só, é um sonho que se torna neurótico pesadelo com a passagem do tempo, dos ventos, das brumas. Sim, eu corro atrás do que é possível, palpável, real, realista. O resto? Desbunde pequeno burguês. Estive pensando: Me disseram que tenho fama de profissional caro por causa do nome, meu nome, que há mais de 40 anos frequenta o mercado. Modéstia à parte, com empenho, ética, caráter. Fiquei preocupado com essa possibilidade, mesmo que remota, de ter fama de profissional caro. Primeiro porque não é verdade. Além do mais, como escrevi no início, se o meu negócio é ser viável não dá para ser caro, ou, parecer caro. Estive pensando: Um cara (ou uma mulher, não sei, porque não assinou) postou aqui: "Very nice blog post. I definitely appreciate this site. Keep it up!"   Que bom! Andei um tempo afastado deste blog e nos últimos dias, durante a retom...

A internet já está sofrendo de superpopulação?

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Noto que em várias grande corporações, botequins e em residências a expressão “o sistema está lento” anda cada vez mais frequente. Hoje, no meu trabalho, sofremos. Apesar de 15 mega de velocidade contratada, a internet parecia um jabuti de tão lenta, dando pau toda hora, no horário do rush. Vamos lá: a população mundial passou dos quase bilhões de pessoas e a dos internautas está perto dos três bilhões. Gente pra cacete! Impossível que esse crescimento avassalador, associado a ganância dos empresários do ramo de telecomunicações (pensam em lucro mil e investimento zero), não esteja congelando a internet. Divagarei mais alto: como ficaria o mundo se a internet desse um crash? Robert Fripp, compositor, guitarrista, fundador do King Crimson e, sobretudo, gênio, disse tempos atrás que “sem a web voltaríamos a idade da pedra porque o mundo avança sem se preocupar com a possibilidade de um retrocesso necessário.” Ou seja, o mundo não tem no break. Você tem percebido que a sua ...