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Paulistanos ainda reclamam do canto do sabiá. Pois viva o sabiá!

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A Folha de S. Paulo publicou em 2013 uma reportagem de Roberto de Oliveira que ainda permanece no centro de uma forte polêmica. Intitulada “Cantoria de sabiá-laranjeira na madrugada divide ouvidos paulistanos”, a matéria registra várias reclamações contra o canto do pássaro nessa época do ano. Teria esquecido o assunto caso não recebesse hoje de manhã um e-mail de uma amiga de Sampa confirmando que continua a gritaria contra o canto das sabiás e, meio brincando e meio a sério, ela teme que o governo petista da capital de São Paulo extermine, também, com o pássaro. Aqui na nossa área, apesar daqueles meliantes que com suas kombis berram em altos falantes as 8 da manhã que compram ferro-velho, apesar das festinhas em plays de prédio nos fins de semana vomitando lixo musical em alto volume, apesar da buzinaria nas ruas, apesar das serras elétricas e daquela famigerada “makita” que corta mármore, apesar do abandono dos governos que joga nossos tímpanos ao léu ainda há (mal amados,...

‘Ora que melhora!’, mensagem no vidro de um carro

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Antigamente as mensagens, digamos, automotivas eram vistas (e lidas) nos pára-choques de caminhões. Mensagens bem humoradas, outras mais reflexivas, mas quase todas de bem com a vida. Com o passar do tempo, essas mensagens acabaram chegando ao automóvel, via adesivos. Linguagem direta, objetiva. Tempos atrás, debaixo de chuva, dentro de um táxi vi as ruas cheias de gente com a aparência de cansaço, uma imagem meio em câmera lenta. Resolvi me distrair lendo os dizeres dos adesivos dos carros que tentavam se deslocar naquele trânsito preguiçoso dos dias chuvosos. A primeira que li no vidro de um carro foi: "Ora que melhora!". Gostei da mensagem, da id e ia, da intenção. Afinal, se existe um conceito universal que une todas as religiões, crenças e correntes filosóficas é o poder da oração, poder esse que a ciência já reconhece há bastante tempo. Mais à frente, na tampa do porta-malas de um carro bem usado, um adesivo anunciava: "É velho, mas é meu". Também g...

Quadrophenia: ópera-rock sobre a dilacerante rejeição (e baixa estima) ganhou versão sinfônica

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Como parte das comemorações do aniversário de 50 anos do The Who, a gravadora Deutsche Grammophon lançou a versão sinfônica da ópera-rock Quadrophenia, escrita por Pete Townshend, gravada pelo Who e lançada em 1973. Na década de 1960, Pete Townshend e The Who definiram o conceito de "ópera rock" com Tommy (de 1969) , dando um passo à frente com Quadrophenia. Concebida e escrita por Townshend, Quadrophenia acabou se tornando um ícone. Townshend tornou públicos os seus traumas em Tommy (1969) e Quadrophenia (1973), para mim o melhor disco da história do Who. Acho que para o criador da banda, guitarrista, cantor, compositor, poeta, romancista, teatrólogo, cineasta Peter Dennis Blanford Townshend, londrino de 70 anos, é a obra-prima do Who. Álbum duplo conceitual, essencialmente ópera-rock, Quadrophenia foi lançado no mesmo ano de The Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, outro genial poema. Mas, o que Townhend escreveu fez com que vários críticos, biógrafos e fãs come...

"Jimi Hendrix: A Dramática História de Uma lenda do Rock ", a biografia definitiva de Jimi Hendrix

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O amigo Caíque Fellows indicou, comprei e estou devorando o livro " "Jimi Hendrix: A Dramática História de Uma lenda do Rock "", de Sharon Lawrence. É a biografia definitiva de Jimi. Leia o que A Tarde Online publicou em 2007: Jimi Hendrix ganha biografia escrita por amiga íntima A Tarde On Line 14 nov. / 2007 - Três anos de carreira foram suficientes para o guitarrista norte-americano Jimi Hendrix virar mito. Até hoje, 37 anos após sua morte, o músico é lembrado como um visionário que antecipou basicamente tudo o que viria a acontecer na música pop na era pós-Beatles. O interesse de ouvintes jovens, que nem eram nascidos quando Hendrix morreu de overdose, em setembro de 1970, é grande o bastante para deixar brechas à indústria cultural, que não costuma desperdiçar produtos com potencial de venda. Uma nova biografia do ídolo, Jimi Hendrix: A Dramática História de Uma lenda do Rock (Jorge Zahar Editor, 356 págs., R$ 39,90), da jornalista americana Sharon La...

Os bandidos não chegaram ao poder via golpe de estado. Foram eleitos pela maioria que voltará as urnas, de novo, ano que vem

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                                   O Brasil sempre foi um chiqueiro ético, principalmente a partir de 1808 quando, se borrando de cagaço de Napoleão (que, de fato, iria carcá-lo) D. João VI e tod a Corte se mandou de Portugal para o Rio de Janeiro. Foi quando começou a esculhambação macunaímica que teve como marco a criaçãõ do Banco do Brasil, em 12 de outubro deste mesmo 1808, para dar mesadas para o D. João. Só para isso. O mar de lama e o estado brasileiro sempre andaram de mãos dadas, se beijaram na boca (com língua), bagunçaram bordéis. Mas por mais que larápios históricos tenham sapateado sobre a decência, nunca o estado brasileiro foi assaltando com tanta desfaçatez, virulência e apetite como desde 2005, sob o jugo do PT, uma quadrilha de proporções épicas conseguiu devorar até a Petrobrás. Na última quarta-feira, quando um senador e um banqueiro foram em cana também por r...

Faxina afetiva de final de ano

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Estou fazendo uma faxina afetiva neste final de 2015, especialmente em relação a um episódio de injúria e difamação (único em minha existência) que me atingiu uns anos atrás e que já cremei e joguei as cinzas no esgoto. O episódio me custou um amigo entre aspas (o cara acreditou em quem me difamou) e alguns colegas. A maioria caiu em si, me pediu desculpas e eu, claro, relevei. Mas esse meu amigo permaneceu mudo, sonso, omisso. Ano passado dei a última chance: enviei um torpedo (SMS) para o celular que acho que ainda é o dele. Mensagem extremamente sincera. Desejei Feliz Natal e um 2015 com muita Saúde e Sucesso. Mandei a mensagem e, se o celular ainda for o dele, recebeu. Se não for ficarei sem saber. Dizem que zerar o nosso “odômetro afetivo” faz bem a saúde e essa época do ano é muito propícia para isso. Felizmente, não há mais casos graves a serem resolvidos e relevados mas, ainda assim, prossigo na faxina. Quero entrar em 2016 totalmente certo de que fiz a minha parte...

A ditadura do politicamente correto quer brochar o planeta, enfiando uma burca na essência da mulher

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“ Os nazistas se consideravam os politicamente corretos da Alemanha” - Leandro Narloch no livro “Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo” Um programa de TV de grande audiência, metido a politicamente correto, mostrou, dias atrás, várias mulheres (algumas muito interessantes) e uns caras se dizendo horrorizados com as cantadas, piadas e “olhares mal intencionados” que “oportunistas” disparam contra as “mulheres de bem” que perambulam pelas ruas. O que está entre aspas foi dito pelos participantes do tal debate. Para provarem o tal “crime”, copiaram o que eu já tinha assistido num canal de TV norte-americano. Instalam uma câmera nas costas de uma mulher de shortinho jeans gostosíssima e as imagens “flagravam” os “meliantes”, “tarados”, “pervertidos” e afins olhando, contemplando, curtindo. Na sequência, cortaram para o estúdio onde os debatedores só faltaram pedir pena de morte para os supostos pervertidos e suas “ofensas” contra as mulheres. Não estou entendendo nada...