Meu sedã japonês é inspiração até para pesadelo
Esta noite sonhei com ele. Como manda a tradição, foi um pesadelo já que há muitos e muitos anos não lembro de ter tido um sonho, digamos, normal. Só pesadelos. Eu estava tendo a primeira sessão de análise e, no final, o analista pediu meu sedã japonês emprestado por uma semana para fazer uma viagem. Por alguma razão não consegui negar. Ele pediu, por favor, que eu combinasse onde deixar o carro com a sua irmã, que tinha um quiosque na praia de Charitas, onde os quiosques são lixo a céu aberto mas, misteriosamente, ninguém (nem o Judiciário) consegue mexer nos quiosqueiros. Eu e Odara fomos lá. Eram duas as irmãs do analista, ansiosas com a chegada do meu sedã. Eu apenas recomendei que usassem gasolina aditivada V-Power, da Shell, porque o sedã era japonês mesmo, importado de lá. Eu tinha que deixar o carro rápido porque havia uma sessão com o psicanalista meia hora depois e o trânsito de Niterói, também em pesadelos, estava um caos. Apesar de não precisar passar pela rua Alvare...