Há uns anos, li num site de quinquilharias semi inúteis que os americanos estavam inscrevendo, na surdina, candidatos a voos de ida sem volta a Marte. O site dizia que várias pessoas tinham feito inscrições. Teriam assinado uma papelada gigantesca com autorizações, consentimentos, termos de isenção de responsabilidade, etc. Receberiam uma dinheirama que ficaria para pessoas, instituições, cachorros e similares indicados pelos viajantes. A espécie humana ainda não consegue ir e voltar a Marte. Morre no caminho. Significa que os supostos inscritos estariam cometendo uma espécie de eutanásia cósmica, suicídio espacial ou coisa parecida. Não vou alimentar a pancadaria, mas quem não pede para nascer no mínimo tem o direito de escolher a hora e como morrer. O mundo está a cara da década de 30, aquele barril de éter, enxofre e pólvora que defenestrou a beleza, a sensualidade, a libertinagem, a democracia dos anos 20. No Brasil, estado novo (com letras minúsculas), nazismo tropical (inte...
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