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Assisti de novo ao filme Faroeste Caboclo

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                                                                                   Texto restaurado e reeditado Assisti de novo (em DVD) ao filme “Faroeste Caboclo”, de René Sampaio. Não é um filmaço mas está longe, muito longe, de ser um fiasco. Filme bom! O elenco é o grande destaque, especialmente Fabrício Boliveira como João de Santo Cristo, Ísis Valderde (espetacular como Maria Lúcia) e Antonio Caloni que mata a pau como um policial corrupto. Outros destaques: o uruguaio Cesar Troncoso como Pablo e Felipe Abib, como Jeremias. Todo mundo sabe, mas é bom lembrar que o filme foi inspirado no clássico “Faroeste Caboclo”, de Renato Russo, lançada pela Legião Urbana em 1987, mas em nenhum momento o filme sequer lembra ou fala da banda. O filme se passa em Brasíli...

Porranca geral em rede nacional

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                                                                                   Texto restaurado e remixado Como quem não quer nada, provavelmente subornando pelas beiradas, a máfia do álcool recolocou as garras de fora. A propaganda de bebidas destiladas, que estava banida da TV, voltou e, pelo vi$to para ficar. Tempos atrás, a multinacional Johnny Walker veiculou nas principais emissoras um comercial esplêndido que mostrava o Pão de Açúcar levantando e, como um gigante, saia andando em direção ao mar. No final do anúncio a mensagem “o gigante não está mais adormecido”. Atualmente uma fabricante de vodca veicula um anúncio tão bêbado que lá pelas tantas um dos personagens mergulha dentro de uma moldura de quadro na parede. Nos jogos de futebol não são rara...

Jimmy Page ou Jimi Hendrix?

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                                                                                   Texto restaurado e reeditado Quando acabou o papo que Maria Juçá (Circo Voador), Márcia Bulcão (ex-Blitz) e eu tivemos meses atrás numa palestra sobre nos 80, um leitor/ouvinte me abordou. Ele lembrou que eu disse uma vez, na Globo FM, onde tive um programa chamado Soft Rock depois de ter montado o projeto da primeira fase da rádio (1985) que não sabia quem é (falo no presente porque o legado dos dois está aí) o melhor guitarrista da história do Rock: Jimi Hendrix ou Jimmy Page. Foi bom esse ouvinte ter tocado no assunto porque, anos atrás, quando Robert Plant e Jimmy Page lançaram o fantástico case (DVD e CD) chamado “No Quarter”, cheguei, finalmente, a conclusão: Jimi Hendrix é o...

Copacabana não engana

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                                                                                    Tenho sonhado muito com Copacabana*, que há tempos frequenta minhas memórias. Se me pedissem para simbolizar o mais democrático bairro do Brasil, eu mostraria a foto que ilustra a coluna de hoje. Não fui eu quem fiz, mas nos anos 70 cliquei uma muito parecida, 7 horas da manhã, dia de semana, no Leme que, para mim, Copacabana também é. Os leitores que, em tese, coleciono ao longo de mais de 40 anos de jornalismo sabem que amo minha cidade, Niterói. Mas também sabem do meu amor, jamais secreto, por Copacabana, onde morei esporadicamente umas três vezes (incluindo o Leme), dos anos 70 até hoje. Foi em Copacabana que entrevistei Nara Leão pela primeira vez. Lembro que quando entrei em seu...

O carioca segundo um paulistano

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                                                                                    Recebi esse texto de uma amiga. Gostei. "Faz um ano. Desembarquei com esposa, cachorro e umas malas. A mudança veio no dia seguinte. Levei 33 anos imaginando “como seria”, e agora tenho uma pra contar “como foi”. O Rio de Janeiro é a minha Paris. Eu não sonho com a tal de torre, nem me importo com o Louvre e nem acho do cacete tomar café naquela tal de Champs-Élysées. Eu acho charmoso ir a praia de Copacabana, tomar cerveja de chinelo no Leblon e ir a um samba numa grande escola. Sou paulistano, nunca tive rivalidade bairrista em casa. Nunca me ensinaram a odiar o estado vizinho, ao contrário, sempre me foi dada a ideia de que estando no Brasil, estou em casa. Ouvi mil mentiras ...

Paulistanos reclamam do canto do sabiá. Pois viva o sabiá!

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                                                                                    A Folha de S. Paulo publicou uma reportagem de Roberto de Oliveira, no último dia 16 que, até hoje, está no centro de uma forte polêmica. Intitulada “Cantoria de sabiá-laranjeira na madrugada divide ouvidos paulistanos”, a matéria registra várias reclamações de paulistanos contra o canto do pássaro nessa época do ano. Diz a matéria: “Por volta das três da matina começa a sinfonia. O cantante é o sabiá-laranjeira, ave-símbolo do Brasil e do Estado de São Paulo, que vive no campo e na cidade. Por causa do insistente gorjeio, "posts" vêm pipocando nas redes sociais, reivindicando o silêncio dos passarinhos em prol do sono. O diretor de arte Gilberto Leite, 38, postou: "Ele canta trê...

O “confusionismo” gerado pelos e-mails

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                                                                                    Desenho de Paul McCartney rascunhando a capa do LP "Abbey Road". Texto restaurado e remixado Um amigo tem horror as chamadas novas tecnologias. Ele é um sujeito de opiniões fortes e sempre muito bem humoradas. Como exemplo desse seu horror ao que chama “dessas maquininhas” está um fato curioso. Ano passado ele participava de uma reunião, mesa grande, várias pessoas e percebeu que duas delas não paravam de mexer em seus celulares. A reunião acabou e ele, curioso, perguntou o que as duas estavam fazendo. “Estavam trocando mensagens pelos celulares”, conta ele entre fulo da vida e achando graça. “Por que não esperaram a reunião acabar e foram bater um papo?”, pergunta. Tenho uma relação...