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Estudo: máscaras bloqueiam 99,9% das gotículas que transmitem o coronavírus

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UOL As máscaras faciais reduzem em até 99,9% o risco de espalhar as gotículas capazes de transmitir a covid-19 ao falar ou tossir, de acordo com uma nova experiência de laboratório realizada com manequins e humanos, declararam os pesquisadores nesta quarta-feira (23).   Uma pessoa a dois metros de outra que tosse sem máscara será exposta a 10.000 vezes mais gotas desse tipo do que se estivesse usando uma máscara, relataram na revista Royal Society Open Science. "Não há dúvida de que as máscaras podem reduzir consideravelmente a dispersão de gotículas potencialmente carregadas de vírus", disse à AFP o principal autor do estudo, Ignazio Maria Viola, especialista em dinâmica de fluidos aplicados na Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo.   As minúsculas gotas que são lançadas ao ar, antes de caírem pelo efeito da gravidade, são o principal vetor de transmissão do SARS-CoV-2, lembra.  As gotículas de tipo microscópico, que formam aerossóis, podem permanecer s...

O dia em que um fusca navegou pelas águas da Lagoa Rodrigo de Freitas, há 60 anos – Por Jason Vogel, O Globo

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Tarde de domingo, rampa de barcos do Clube Caiçaras. Com o característico assobio de seu motor, o Fusquinha 1.200 vai abrindo alas entre os curiosos e, lentamente, mergulha na Lagoa Rodrigo de Freitas. Ao volante estava Mauro Salles, então "redator automobilístico" do GLOBO, onde trabalhou por 10 anos até se tornar diretor de redação, antes de se tornar um dos maiores publicitários do país.   O carrinho anfíbio fora preparado pelo Departamento de Testes da Volkswagen do Brasil. Inicialmente, o objetivo dos engenheiros era apenas estudar a vedação do Fusca mas, na falta de atração mais exótica, a cobaia foi levada ao estande da marca no primeiro Salão do Automóvel de São Paulo. "O carro não tem objetivos comerciais e não se fabrica em série", ressaltava o texto publicado na edição de 15 de dezembro de 1960, há exatos 60 anos. Muito original em tudo o que fazia, Salles tratou de convencer Ehrardt Schmidt (chefe do Departamento de Testes da VW e principal executor do p...

As vezes não dá a menor vontade de aterrissar. Não faz o menor sentido aterrissar. Guilherme Arantes, no Facebook

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  Às vezes me dá vontade de não voltar. De não voltar pra realidade, de não retornar para aquilo que deveria ser o meu lugar...às vezes dá a impressão de que aquele lugar para o qual eu deveria voltar é apenas uma lembrança vaga, nada mais existe, tudo mudou, todos mudaram, é como se tudo que eu entendia como sendo conhecido agora fosse apenas um sonho e que a minha viagem atual, que é um sonho, fosse a verdadeira realidade. E o pior, ou o melhor de tudo   é que eu sei que é assim mesmo ! As vezes não dá a menor vontade de aterrissar. Não faz o menor sentido aterrissar. Não dá nenhuma vontade de assistir os sonhos que agora são reais se desmancharem na paleta de cores desmaiadas que é oferecida pelo mundo fantasioso que se insiste em chamar de real. Lá fora, lá longe, lá atrás, no que se chamava “normalidade” o mundo se debate e vocifera nas possibilidades precárias do embate bruto das leituras possíveis dos sonhos de cada um, e eu me sinto um nada, nadando, desesperado num ma...

Paulo Niemeyer Filho: “Em menos de 100 anos, não vamos mais falar de cirurgia”

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  Entrevista a Constança Tatsch, O Globo Para o diretor do Instituto Estadual do Cérebro, no Rio, Paulo Niemeyer Filho, muito em breve a medicina será muito mais preventiva e menos invasiva. “A cirurgia do câncer, por exemplo, vai acabar, o caminho vai ser pela genética e imunoterapia”, explica o neurocirurgião. Algumas dessas previsões, além de explicações sobre o funcionamento do cérebro e histórias de pacientes, estão no recém-lançado livro “No labirinto do cérebro” (editora Objetiva). Na entrevista, ele reflete sobre o fascínio e os mitos que envolvem o órgão e também sobre a experiência do IC em receber pacientes de Covid-19.   O Instituto do Cérebro precisou ceder leitos para pacientes com Covid-19. Como foi isso?   - Houve demanda da Secretaria de Estado de Saúde para que o instituto disponibilizasse os 44 leitos de terapia intensiva, o que ocorreu por três meses. Tivemos que nos adaptar, porque é um hospital especializado. Foi muito duro, os doentes ...

Esculacho, falta de respeito e educação no comércio

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Hoje, li este post no Facebook: O cardiologista mandou mamãe só comer ricota. Ela não suporta. Então o jeito é um minas frescal que é menos encorpado que o curado. “Esse queijo não pode de jeito nenhum custar esse preço”, fiz apenas essa observação com a atendente e ainda completei dizendo que ela não tinha nada a ver com isso. Ela parecia a dona da vaca que produziu o queijo... Aí eu disse: - Minha filha, você deve ter um salário excelente. Com certeza você deve comer apenas queijo canastra...Aí, piorou a situação. Ela imaginou que eu a estava xingando de ¨canastra¨ e lançou o queijo em cima do balcão como se tivesse dando milho às galinhas...ahhhh...a vista escureceu.... A desqualificação social do Brasil (nada a ver com pobreza) avança como um cardume de piranhas devorando pessoas educadas, gentis. É o empoderamento da grosseria, da patada, do “foda-se-eu-só-quero-saber-do-meu-no-fim-do- mês”. Onde os RHs conseguem achar e contratar exemplares tão boçais para atender o público? Mesm...

O grave alerta do oceanógrafo Jacques Cousteau que o mundo ignorou, há 50 anos

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  O Globo, 22 de setembro de 2020 "A vida submarina decresceu em cerca de 40% nos últimos cinqüenta anos. Mais de mil espécies foram extintas, e a destruição aumenta de ano para ano. Como conseqüência da contaminação das águas, os recifes de coral estão diminuindo, espécies inteiras da fauna aquática estão em vias de extinção e milhares de peixes morrem anualmente pela ingestão de substâncias ou objetos lançados ao mar". As conclusões acima estão, hoje, consolidadas por uma série de estudos recentes que evidenciam os impactos nocivos da atividade humana sobre os mares do planeta. Mas a declaração é, na verdade, do famoso oceanógrafo e militar francês Jacques Yves Cousteau e foi publicada pelo GLOBO em setembro de 1970, há 50 anos. O oficial da marinha fez essas afirmações após voltar de uma viagem de estudos de três anos e meio. Naquela época, no diagnóstico do especialista, o homem já estava destruindo irremediavelmente a vida nos oceanos. A julgar pela situação atual dos ...

O impoderável

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                                                 Filme "Baader Meinhof Komplex" O fluxo do destino se impõe? É uma questão que acompanha o homem desde que lhe foi permitido divagar. Outros mamíferos, irracionais, são levados pelas ondas da existência sem oferecer resistência porque em algum lugar do tempo tentaram resistir. Não conseguiram. O amor é obra do destino? A solidão é criada por nós? A partir do momento que empoderamos o desprezo alheio sim, a solidão passa a ser criada por nós. Desde o início da revolução industrial o homem devasta a natureza. Implacavelmente. Passa por cima das súplicas sobre aquecimento global, camada de ozônio, alarmes que soam desde os anos 1960. Mas o homem não para. Em todos os lugares há incêndios anormais, no ártico a temperatura chegou a 35 graus, não param de desflorestar, aterrar rios, entupir os oceanos de lixo. Mostrando qu...