Os 70 anos de Roger Waters, o cronicamente inquieto co-fundador do Pink Floyd
Em abril de 2008 fui entrevistar Roger Waters no Teatro Amazonas, em Manaus. Uma entrevista super negociada. Tive que mandar meu currículo para que os ingleses que assessoram o pai do Pink Floyd tivessem certeza de que a entrevista estaria resumida, apenas, a ópera (magistral) “Ça Ira!”, clássica, erudita, que Waters compôs sobre a revolução francesa, e que ainda corre o mundo. Meu currículo foi aprovado. A entrevista com Mark Knopfler, anos antes, pesou muito na decisão, já que, me disseram, o criador do Dire Straits elogiou quando leram para ele. Meu encontro com Waters foi formal. Ele estava de camiseta preta, calça jeans preta, tênis branco, meio que traje oficial. Segui o que prometi: só falei de “Ça Ira!”. Depois que fez psicanálise, Roger Waters domou seus dragões interiores e tornou-se um gentlement, de fala mansa, e absolutamente apaixonado pelo seu trabalho. E sua paixão atual, tenha certeza disso, é “Ça Ira!”, ópera que foi aclamada no mundo todo, inclusi...