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Os 70 anos de Roger Waters, o cronicamente inquieto co-fundador do Pink Floyd

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Em abril de 2008 fui entrevistar Roger Waters no Teatro Amazonas, em Manaus. Uma entrevista super negociada. Tive que mandar meu currículo para que os ingleses que assessoram o pai do Pink Floyd tivessem certeza de que a entrevista estaria resumida, apenas, a ópera (magistral) “Ça Ira!”, clássica, erudita, que Waters compôs sobre a revolução francesa, e que ainda corre o mundo. Meu currículo foi aprovado. A entrevista com Mark Knopfler, anos antes, pesou muito na decisão, já que, me disseram, o criador do Dire Straits elogiou quando leram para ele. Meu encontro com Waters foi formal. Ele estava de camiseta preta, calça jeans preta, tênis branco, meio que traje oficial.  Segui o que prometi: só falei de “Ça Ira!”. Depois que fez psicanálise, Roger Waters domou seus dragões interiores e tornou-se um gentlement, de fala mansa, e absolutamente apaixonado pelo seu trabalho. E sua paixão atual, tenha certeza disso, é “Ça Ira!”, ópera que foi aclamada no mundo todo, inclusi...

Mais de 40 anos depois do fim, The Beatles ainda surpreende

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Clinton Heylin é um jornalista e pesquisador inglês que o Irish Independent definiu como “o maior biógrafo do mundo do Rock”. Sobre os Beatles li quase dez livros, muita porcaria, admito, no entanto,  no bolo, estão o clássico “A Vida dos Beatles” de Hunter Davies (a única biografia autorizada da banda), o sensacional “Many Years From Now”, magistral tijolaço de 720 páginas escrito por um grande amigo de Paul McCartney, Barry Miles e “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – um ano na vida dos Beatles e amigos”, de Clinton Heylin. Estou relendo este. A releitura está sendo crucial (no momento em que articulo minha própria obra com micro-biografias críticas e comentadas de pessoas do Rock) porque revela fatos que, sinceramente, passei por cima naquela ansiedade da primeira leitura. Pois está lá na página 109: “Quando ele (Macca) apareceu no dia 1º.de fevereiro (de 1967) com uma canção-título para o álbum, “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band”, George ...

A ONU é obrigada a neutralizar a Síria e evitar o banho de sangue

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Sou radicalmente contrário a qualquer tipo de guerra, que ao longo da pesada história que pesa os ombros da Humanidade, sempre mostraram inúteis, covardes, boçais. No momento, o mundo espera um ataque dos Estados Unidos a Síria com a desculpa de que, com guerra, vai conter a guerra química do bastardo ditador Bashar al-Assad. A ONU, cujo orçamento trilhardário é mantido em caixa preta, tem condições de frear Assad sem que, para isso, seja derramado o sangue dos civis inocentes, vítimas “preferenciais” de todas as guerras, ao longo de todos os tempos. Remover o ditador é fácil. Recentemente, as guerras do Vietnã, do Iraque e Afeganistão mostraram a sua cruel ineficácia e acabaram elegendo, duas vezes, Barack Obama presidente dos EUA. Em sua campanha (lembram?) ele pregou a retirada dos EUA de todas as guerras. O mesmo Obama, certamente pressionado pelos fanáticos de direita, parte para absurda opção de ataque a Síria. Que coisa! Que coisa lamentável.

O homem que entrou de sunga na igrejinha da empáfia

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Laurentino Gomes é um escritor best seller que está prestes a atingir a marca de um milhão e seiscentos mil livros vendidos. Ele não fala difícil e nem usa fantasias inventadas pela cronicamente decadente aristocracia que baixou no Brasil quando a corte portuguesa fugiu de Napoleão (milhares de pessoas) e veio se esconder no Rio. Laurentino Gomes é jornalista e historiador, e seu livro campeão de vendas chamado “1808” trata dessa vexatória fuga da corte. Sob o título do livro, a frase: “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”. Como resistir? Como não comprar este livro? Laurentino pertence a nova geração de historiadores, escritores e educadores que jogaram no lixo o corporativismo da empáfia. Eduardo Bueno e Leandro Narloch também estão no grupo. Laurentino usa linguagem informal, não constrói frases rebuscadas inventadas por trás da balaustrada que escondia os intelectualóides. Obj...

Comercial de cartão de crédito prega o mau caratismo, o egoísmo e a molambada existencial

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O comercial está aí embaixo e já foram feitos vários seguindo a mesma mensagem: dane-se você! Esta é a mensagem da famigerada campanha. Uma senhora entra numa loja para comprar uma boneca para “a minha netinha” e é atraída pela a genocida Chucky (foto), protagonista de filmes de terror. A senhora diz para a vendedora que a netinha vai amar Chucky porque adora bonecas. Nesse momento, a boneca faz uma cara de horror para a vendedora, sem que a senhora veja pois está pegando a carteira na bolsa. A senhora vai pagar e a vendedora interrompe perguntando: “Posso te falar uma coisa?” As pessoas de bem, de boa índole, solidárias, de caráter acham que ela vai avisar “olha, senhora, essa boneca é a Chucky, uma assassina. Comprá-la é a certeza de que sua neta, a senhora e a família toda serão exterminadas”. Só que a vendedora diz outra coisa: “pagar com o cartão X é muito melhor”.  Sim, na cara limpa, na desumanidade empurra a consumidora para o precipício graças a cobiç...

A resposta do amigo L.G. Bayão a carta aberta que está ali embaixo, depois da Bienal do Livro

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Pois é, Luiz Antônio, Se tivesse conhecido o Alex, ele teria muito pouco a inventar no meu caso. Como apelidar um cara que já vem de fábrica com um "Bayão" atrelado ao nome? E eu sempre fui Bayão, era como meus amigos de colégio já me chamavam, assim como sempre gostei de cinema. Vizinho do finado Cinema Um, aprendi a amar os filmes, entrava na primeira sessão, saía na última. E a verdade é que quem consegue se manter no rumo das paixões de menino tem um trunfo na vida adulta. Negar aquilo que nos move desde sempre é jogar esse trunfo fora. Você nunca deve se afastar da música assim como eu nunca devo me afastar do cinema - anos atrás também precisei me afastar e, como você, enfrentei Mavericks do tamanho de arranha-céus. Não me afoguei. Tomei pancada atrás de pancada e vi o fundo. Subi, puxei o ar e continuei nadando. Foi nessa época em que, depois de escrever quatro longas na seqüência, apostei tudo que podia num livro que havia lido ainda jovem, nos tempos do...

Milhões de vivas a Bienal do Livro!

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Aberta nesta quinta-feira, a XVI Bienal do Livro do Rio, no Riocentro, é o maior evento do mercado editorial brasileiro. A informação é do Luiz Augusto Erthal, que faz comigo o programa de TV Café Paris, no ar em www.programacafeparis.com.br e também na TV O FLU, canal 12 da operadora SIM (Niterói e São Gonçalo), quartas-feiras as 22 horas, com reapresentação as sextas, 16 horas e domingos, 22 horas. Em sua coluna "Café com Livros", Erthal, que é dono da editora Nitpress, fala da importância da Bienal para os escritores, editoras, mercado em geral. A previsão é que pelo menos 600 mil pessoas passem pelo Riocentro em nome do Livro. Sensacional! Ações como esta, valorizam a Cultura, a Educação, estimulam a divulgação deste produto mais do que básico para todos nós. Valeu! E parabéns pelos 30 anos de luta, Bienal!